RIO DE JANEIRO – Em meio à disparada do barril no exterior, a Petrobras comunicou que entregará apenas 90% do diesel solicitado por grandes distribuidoras para maio, repetindo a redução aplicada em abril e elevando o temor de novo repasse de preços nas bombas.
- Em resumo: Corte de 10% força distribuidoras a buscar combustível fora do país, encarecendo custos.
Por que a Petrobras está segurando o produto?
A estatal tenta evitar importações num momento em que o preço internacional do diesel sobe quase 25% desde janeiro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo.
Fontes internas relatam que, sem comprar lá fora, a companhia depende apenas do que produz em suas refinarias, cujo parque atende cerca de 75% da demanda brasileira.
“Como ela não está importando, está com mais dificuldade de produto, por isso precisa cortar alguns pedidos”, disse uma fonte que participa das negociações.
Impacto imediato e dados de contexto
O diesel responde por 43% do consumo de combustíveis do país e move o transporte de cargas e de passageiros. Qualquer oscilação afeta fretes e, em cascata, o preço de alimentos. Em 2025, o produto já acumulava alta de 10,8% no Índice de Preços ao Produtor, de acordo com o IBGE.
Quando a Petrobras reduziu mais de 20% das entregas para abril, as três maiores distribuidoras duplicaram suas importações, movimento que tende a se repetir agora. A prática pressiona o câmbio – hoje perto de R$ 5,00 – e pode encarecer ainda mais o litro, que já passa de R$ 6,20 em média, apontam relatórios do mercado.
O que você acha? A limitação de oferta é justificável ou coloca em risco o bolso do consumidor? Para mais análises sobre energia e economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação