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sexta-feira, março 13, 2026

Petrobras garante sem risco, mas barril ultrapassa US$82

Petrobras garante sem risco, mas barril ultrapassa US$82

Petrobras – Na última segunda-feira (2), em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, a estatal afirmou que suas operações seguem seguras e com custos competitivos, apontando rotas alternativas fora da área de conflito; mesmo assim, o mercado doméstico já sente pressão de alta nos preços dos combustíveis.

  • Em resumo: Petrobras diz não haver risco de desabastecimento; porém, o preço do petróleo subiu até 13%, superando US$82 por barril.

Entenda a dinâmica do risco e por que isso afeta você

Segundo a companhia, “os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, garantindo que não há, neste momento, risco de interrupção nas importações ou exportações.

O ponto de atenção é o fechamento anunciado do Estreito de Ormuz pelo Irã, em reação à morte do aiatolá Ali Khamenei — uma medida que ameaça cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo. Fontes oficiais internacionais, como a U.S. Energy Information Administration (EIA), explicam por que qualquer risco ao estreito costuma provocar saltos de preço no mercado global.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas.”

Contexto e impacto imediato no mercado interno

Embora a estatal minimize o risco de interrupção, agentes do setor já sinalizam movimento de alta. Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), disse que a Petrobras deve aguardar que a “poeira se assente” antes de decidir, mas espera que refinarias privadas reajam rapidamente.

Araújo afirmou ainda que o conflito pode se estender por “algumas semanas”, talvez “meses”, e estimou que “o preço do petróleo vai ficar flutuando entre 80 dólares o barril, talvez um pouco mais, mas que não deve retornar aos 60,65 como a gente via no passado”. Em meio à crise, os preços internacionais chegaram a subir até 13%, ultrapassando US$82 por barril — o maior nível desde janeiro de 2025.

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Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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