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Petróleo a US$120 acende alerta eleitoral para Trump
WASHINGTON, D.C. – A disparada do barril de petróleo para a marca de US$ 120 desde o início da ofensiva norte-americana contra o Irã pressiona a inflação, encarece a gasolina e ameaça virar o principal obstáculo de Donald Trump nas eleições legislativas de novembro.
- Em resumo: Alta do petróleo já elevou em 20% o preço da gasolina nos EUA, minando o discurso econômico da Casa Branca.
Por que o preço na bomba pode decidir os “midterms”
Nos Estados Unidos, cada variação de US$ 10 no preço do barril adiciona cerca de 0,1 ponto percentual à inflação, segundo cálculos de bancos de investimento e dados do Banco Central norte-americano. Para o eleitor de renda média e baixa, isso funciona como um “imposto invisível” que reduz o poder de compra.
A pesquisa Ipsos/Reuters divulgada em 9 de março indica que 67% dos americanos esperam gasolina ainda mais cara no próximo ano por causa da guerra, enquanto seis em cada dez acreditam que o conflito se prolongará. Esse pessimismo é particularmente forte nos decisivos estados-pêndulo.
“Isso acaba transformando o preço da energia em um termômetro imediato do eleitor, sobretudo em um ano eleitoral.” – Thiago de Aragão, Arko Internacional
Estreito de Ormuz e memória dos choques de 1979
Quase 20% do petróleo mundial passa diariamente pelo Estreito de Ormuz, agora alvo de bloqueios e ataques a petroleiros. Durante o choque de 1979, a interrupção nessa mesma rota ajudou a custar a reeleição de Jimmy Carter, lembram analistas.

Para conter o avanço dos preços, Trump liberou parte das reservas estratégicas e afrouxou sanções ao óleo russo e venezuelano. A Agência Internacional de Energia, por sua vez, autorizou 400 milhões de barris extras no mercado – a maior liberação de sua história. Mesmo assim, economistas alertam que a medida é paliativa enquanto a navegação permanecer restrita.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
