- Mulher de ‘Mingau’ cai no RJ e vilarejo cearense vira fantasma
- Biometria fraudada: MPCE mira golpe de R$165 mil na RMF
- Sudene investe R$ 2,6 mi em palma forrageira que dribla seca
- Imagem às 15h33 vira pista-chave sobre brasileira sumida na Inglaterra
- Vídeo mostra onça-parda rosnando a metros de caminhante no CE
Petróleo rompe US$ 100 e arrasta bolsas; tensão em Ormuz cresce
Londres – A escalada da guerra entre Irã e Estados Unidos voltou a travar o Estreito de Ormuz e empurrou o barril Brent para US$ 100,43 na manhã desta quinta-feira (26), às 7h49. O salto no petróleo derrubou bolsas da Ásia à Europa e aumenta o risco de inflação energética no Brasil.
- Em resumo: Brent dispara 3,26% e WTI avança 3,27%; índices europeus recuam 1% e futuros de Wall Street giram no vermelho.
Por que o preço explodiu de novo?
Além da rejeição iraniana a uma proposta de paz de Donald Trump, novos ataques a refinarias e oleodutos alimentam o temor de oferta enxuta. Segundo a série histórica do Banco Central, choques semelhantes em 1990 e 2008 empurraram a cotação do Brent acima de 80% em poucos meses.
O gargalo logístico é o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção prolongada pressiona não apenas combustíveis, mas cadeias de produção que dependem de plástico e fertilizantes.
“Por volta das 7h49, o Brent subia 3,26% a US$ 100,43, enquanto o WTI chegava a US$ 93,27.” – dados de mercado.
Efeito dominó nas bolsas e no bolso
Em Hong Kong, o índice cedeu 1,9%; em Tóquio, o Nikkei perdeu 0,27%; e o Kospi sul-coreano afundou 3,22%. Na Europa, as perdas rondaram 1%. Analistas temem que a nova alta do petróleo atrase cortes de juros e mantenha a inflação global acima da meta.

No Brasil, cada variação de 10% no Brent costuma acrescentar até 0,15 ponto percentual ao IPCA, de acordo com cálculos da FGV. Caso o conflito se prolongue, a Petrobras poderá revisar a paridade internacional e repassar custos às bombas já nas próximas semanas.
O que você acha? A disparada do petróleo deve elevar os preços dos combustíveis no país? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
