Petróleo rompe US$ 100 e Casa Branca admite ‘situação fluida’
WASHINGTON, DC – O barril do Brent recuperou o patamar de US$ 103,69 na manhã desta terça-feira (24/3), avanço de 3,75%, depois de a Casa Branca classificar como “fluida” a possível negociação que poderia encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: Mercado volta a precificar o risco militar após dúvidas sobre um acordo EUA-Irã.
Por que o barril disparou agora?
Analistas lembram que, 24 h antes, o presidente Donald Trump havia sinalizado “boas conversas” com Teerã e até postergado ataques a usinas iranianas. Bastou a Porta-voz Karoline Leavitt dizer à BBC que “os EUA não negociam pela imprensa” para o humor virar. A escalada devolveu US$ 10 ao preço do barril, anulando a queda de segunda-feira.
Segundo dados do IBGE sobre inflação energética, cada alta de 10% no petróleo tende a acrescentar 0,12 ponto percentual ao IPCA – efeito que já preocupa bancos centrais.
“Esta é uma situação fluida e especulações sobre encontros não devem ser dadas como definitivas até que sejam formalmente anunciadas”, afirmou Leavitt.
Negociação incerta reacende tensão no Golfo
Enquanto Washington e Teerã trocam recados, mísseis voltaram a atingir Tel Aviv e infraestruturas em Beirute, ação que Israel respondeu com “grande onda de ataques” em Teerã. Transmissões da Band exibiram edifícios danificados na capital israelense poucas horas depois da ofensiva iraniana.

Aos investidores, pesa a lembrança de março de 2022, quando o Brent bateu US$ 139,13 após ameaças semelhantes no Estreito de Ormuz – rota onde transitam 20% do petróleo global, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Desde 1979, qualquer interrupção prolongada nessa via dispara choques de preços e inflação importada em economias dependentes, como o Brasil.
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