PF desmonta rede que sedava mulheres e vendia vídeos de abuso
Brasília/DF – Uma ofensiva da Polícia Federal, batizada de Operação Somnus, cumpriu na última quarta-feira (11) três prisões temporárias e sete buscas em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. O alvo é uma quadrilha que, segundo as investigações iniciadas em 2025, dopava mulheres para registrar e comercializar cenas de estupro.
- Em resumo: grupo trocava fórmulas sedativas e vendia vídeos de vítimas inconscientes em redes internacionais.
Como a rede atuava e por que a Europol entrou na história
O caso ganhou escala global quando a Europol repassou alertas a 20 países, apontando perfis que trocavam arquivos de abuso sexual envolvendo mulheres sedadas. A cooperação levou os investigadores brasileiros a sete suspeitos nacionais, que mantinham fóruns fechados para discutir marcas de remédios, doses e efeitos adversos, prova de premeditação.
Nos endereços vistoriados, agentes recolheram notebooks, HDs externos e celulares. Todo o material será periciado para rastrear compradores, eventuais cúmplices e possíveis vítimas que ainda não denunciaram.
“A análise de mensagens indicou discussões sobre o uso de medicamentos com propriedades sedativas, evidenciando conhecimento prévio e organização na prática criminosa”, destacou a Polícia Federal.
Por que o caso acende alerta nacional
Em 2022, o Atlas da Violência registrou mais de 66 mil notificações de estupro no Brasil, sendo 60% contra pessoas vulneráveis. Especialistas temem que a facilidade de compra de sedativos on-line expanda crimes parecidos.

Os investigados poderão responder por estupro de vulnerável (art. 217-A) e divulgação de cena de estupro (art. 218-C), cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão. Se confirmada a venda internacional dos vídeos, incidem ainda agravantes previstos na Lei 13.718/18.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
