- Assaltos a veículos despencam 58% no Ceará e batem recorde
- Moto arrastada e incinerada por caminhão choca Tianguá
- Flagrante: 504 caixas de anabolizantes e pistola achadas em Fortaleza
- Sete açudes vertem e empurram reservas do Ceará acima de 40%
- Fraport leva multa de R$3,1 mi por deixar aeroporto sem assentos
PF intercepta 56 fósseis raros em esquema internacional no CE
JUAZEIRO DO NORTE/CE – Nesta quinta-feira (05), a Polícia Federal deflagrou uma ofensiva que expôs o alcance do contrabando internacional de fósseis extraídos da Bacia do Araripe, patrimônio da União. A operação, exibida pela Band, cumpriu cinco mandados de busca em Juazeiro do Norte e Nova Olinda, região do Cariri.
- Em resumo: agentes apreenderam 56 fósseis e pedras semipreciosas, rastreando vendedores on-line que negociavam peças para colecionadores estrangeiros.
Como o esquema funcionava
Segundo a PF, o ponto de partida da investigação foi a localização de sites que ofereciam fósseis com indícios claros de origem cearense. A partir desses endereços eletrônicos, os investigadores chegaram a um servidor público e a um comerciante virtual especializado, ambos com antecedentes pelo mesmo crime.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que crimes ambientais e contra o patrimônio geológico geram perdas anuais bilionárias, colocando o Brasil entre os principais alvos de contrabandistas no continente.
“Durante as buscas, foram apreendidos 56 fósseis e pedras semipreciosas, que passarão por perícia para confirmação da procedência”, informou a Polícia Federal.
Tesouro paleontológico em risco
Classificada pela UNESCO como um dos mais ricos sítios de fósseis do planeta, a Bacia do Araripe data do período Cretáceo. Pela Constituição (art. 20) e pela Lei 8.176/91, todo material paleontológico pertence à União; retirar ou comercializar peças sem autorização é crime punido com até cinco anos de prisão.

Especialistas lembram que cada fóssil perdido representa uma lacuna irreparável na história natural. No mercado negro, exemplares raros podem alcançar cifras de seis dígitos em dólares, estimulando quadrilhas internacionais que atuam tanto no Nordeste quanto em rotas que saem pelos portos de Recife e Fortaleza.
O que você acha? As penas atuais são suficientes para frear o contrabando de fósseis? Para acompanhar outras ações da Polícia Federal, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
