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PF intercepta R$ 500 mil em Juazeiro e suspeita de desvio público
Juazeiro do Norte/CE – Em uma operação que escancarou o rastro de dinheiro vivo na gestão municipal, a Polícia Federal confiscou R$ 500 mil em espécie na última segunda-feira (26). O montante, segundo os agentes, era transportado por dois homens ligados a uma empresa que sacou R$ 2,5 milhões em apenas um ano e prestava serviços a um único município do sul cearense.
- Em resumo: PF flagra meio milhão de reais sem origem clara, ligado a contratos públicos e suposta lavagem de dinheiro.
Por que o dinheiro vivo levanta tantos alertas?
Movimentações em espécie acima de R$ 50 mil costumam acionar o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgãos que monitoram possíveis crimes financeiros. A prática dificulta o rastreio bancário e favorece o desvio de verbas públicas – artifício que custou ao Tesouro Nacional mais de R$ 16 bilhões em fraudes mapeadas pelo TCU na última década.
No caso cearense, a PF aponta que os investigados vinham fazendo saques sucessivos desde 2025, sempre evitando transferências eletrônicas que deixariam pegadas digitais.
“Os suspeitos não apresentaram justificativa plausível para retirar somas tão altas em dinheiro vivo de forma reiterada”, destacou a Polícia Federal no relatório preliminar.
O impacto nas prefeituras do interior
Especialistas em contas públicas lembram que municípios de pequeno porte, onde a fiscalização é menor, se tornam alvos fáceis. A Lei 8.666/93 obriga transparência em licitações, mas brechas ainda permitem contratos direcionados e pagamentos sem lastro. Quando o recurso vira cédula, o rastro praticamente some.

Os detidos poderão responder por desvio de recursos, fraude em licitação, associação criminosa e lavagem de dinheiro – penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de prisão. A investigação também mira servidores municipais que teriam facilitado o esquema.
O que você acha? Operações como esta são suficientes para coibir o uso de dinheiro vivo em contratos públicos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
