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PF liga R$ 4 mi em luxo de deputada a fraude no INSS
FORTALEZA/CE – Na última terça-feira (17), a Polícia Federal detalhou que a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) teria comprado um apartamento avaliado em R$ 4 milhões e um carro de luxo de R$ 400 mil com recursos desviados de benefícios do INSS. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a operação que deu base às buscas e à quebra de sigilos.
- Em resumo: PF vê Gorete como “articuladora política” de esquema que descontava valores de aposentados para bancar bens de alto padrão.
Entenda a dinâmica do suposto desvio
Segundo o inquérito, planilhas apreendidas exibem a parlamentar ao lado de montantes tidos como propina. Parte do pagamento – R$ 1,1 milhão – saiu diretamente da conta de Gorete; o restante foi repassado por uma empresa considerada de fachada e administrada por uma sobrinha. O modus operandi incluía descontos ilegais em aposentadorias e pensões, prática que, de acordo com dados da Febraban, é uma das fraudes mais recorrentes no país.
Os investigadores também rastrearam a compra de um veículo importado acima de R$ 400 mil, pago, segundo a PF, com a mesma fonte ilícita. A soma dos prejuízos ainda está em cálculo, mas a corporação fala em cifra “bilionária”.
“Ela aparece como beneficiária direta de recursos que deveriam chegar a aposentados”, trecho da decisão do ministro André Mendonça.
Por que o caso preocupa quem recebe benefícios
Número recentes do Tribunal de Contas da União indicam que fraudes previdenciárias poderiam alcançar R$ 17 bilhões somente em 2023. Especialistas alertam que cada real desviado pressiona o orçamento da Previdência e pode atrasar revisões de benefícios legítimos.

Além do impacto financeiro, o episódio reacende o debate sobre a responsabilização de agentes públicos. Se confirmadas as suspeitas, a deputada pode responder por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, crimes que, juntos, somam penas superiores a 20 anos.
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Crédito da imagem: Divulgação
