- Diário de 106 páginas vira pista central no sumiço de cearense
- R$ 434 mi sumidos do INSS: Danilo Forte exige punição
- Ex invade casa, persegue vítima e acaba preso em Cascavel
- Pós UniCatólica libera inscrição grátis e 8 novas especializações
- Choró gasta R$ 450 mil em show de Tarcísio; moradores questionam
PF mira 669 postos por alta suspeita no preço do diesel
Brasília – Em 17 de março, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar possíveis práticas abusivas no valor dos combustíveis em todo o país, após a escalada dos preços atribuída, sem comprovação, ao conflito no Oriente Médio.
- Em resumo: 669 postos e 64 distribuidoras já foram inspecionados; ANP atua simultaneamente em 10 unidades da Federação.
Por que a PF entrou no caso?
De acordo com o ministério, relatos de aumentos acima da média nacional surgiram logo depois da divulgação de tensão militar no Irã. O governo considera “inaceitável” que o preço ao consumidor suba antes de qualquer impacto real na cadeia de suprimento, cenário que fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.
A ata do Banco Central que monitora pressões inflacionárias mostra que o diesel responde por quase 10% do custo do frete rodoviário, repercutindo diretamente na cesta básica.
“É inadmissível usar uma guerra ainda sem reflexo logístico para justificar reajustes”, afirmou Wellington César.
Fiscalização em campo e pacote de alívio
Além da PF, a Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou Procons estaduais. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) enviou equipes a nove estados e ao Distrito Federal para checar não só valores, mas também qualidade e volume abastecido.

Paralelamente, o Planalto publicou quatro medidas emergenciais: isenção de PIS/Cofins sobre o diesel (–R$ 0,32/litro), subvenção direta a produtores e importadores em igual valor, tributação temporária na exportação de petróleo para estimular refino interno e exigência de cartazes com a nova composição de preço nas bombas. Somadas, as iniciativas prometem reduzir o litro em até R$ 0,64, mas geram renúncia fiscal estimada em R$ 20 bilhões.
O que você acha? A fiscalização será suficiente para segurar os preços nas bombas? Para mais análises do mercado de energia, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
