PF mira R$ 1,6 bi e expõe histórico explosivo de Poze

RIO DE JANEIRO – Preso na quarta-feira (15) durante operação da Polícia Federal que investiga transações suspeitas de mais de R$ 1,6 bilhão, MC Poze do Rodo volta aos holofotes não só pelo montante bilionário, mas por um currículo de polêmicas criminais que inclui prisões, processos e até um assalto com refém.

  • Em resumo: funkeiro coleciona acusações que vão de apologia ao crime a associação para o tráfico, enquanto responde a nova investigação financeira.

Da prisão em MT à ofensiva bilionária da PF

A primeira detenção de Marlon Brendo Coelho Couto Silva, em 2019, ocorreu em Sorriso (MT) após um baile funk onde a polícia encontrou 42 adolescentes cercados por álcool e drogas. Ele foi enquadrado por tráfico, incitação ao crime e corrupção de menores. O processo avança: a audiência está marcada para 2 e 3 de junho de 2026.

Entre idas e vindas, o artista voltou a ser algemado em maio de 2025, no Rio, sob suspeita de promover a facção Comando Vermelho em músicas e clipes. Cinco dias depois, foi liberado mediante cautelares e transformou a saída do presídio em conteúdo: o single “Desabafo 2” teve TRANSMISSÃO: Band | YouTube.

“Levaram joias, relógios e R$ 15 mil em espécie”, relatou Poze após ser mantido refém em março de 2026 dentro do próprio condomínio de luxo no Recreio.

Contexto: por que o histórico pesa agora

Especialistas lembram que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de até 8 anos para quem corrompe menores em atividades criminosas. Casos semelhantes envolvendo artistas urbanos cresceram 27 % em cinco anos, segundo dados do Atlas da Violência.

Além disso, rifas on-line, como a investigada Operação Rifa Limpa em 2024, movimentam cifras sem transparência e atraem a atenção de órgãos de combate à lavagem de dinheiro. A PF quer saber se parte dos R$ 1,6 bilhão circulou por esse modelo que simula as regras da Loteria Federal.

Fora dos tribunais, o cantor enfrenta turbulência pessoal: o término com a influenciadora Viviane Noronha em 2025 envolveu acusações de expulsão do lar e disputa por bens — o casal tem três filhos.

O que você acha? Interpretações artísticas devem ser limitadas quando incentivam crimes? Para mais análises sobre o mundo pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina

Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.