PF mira R$ 4,8 mi e 1 milhão de canetas ilícitas em 12 estados
FORTALEZA/CE – A Polícia Federal deflagrou, na última segunda-feira (7), a Operação Heavy Pen para sufocar um esquema que abastecia o mercado clandestino de medicamentos injetáveis para emagrecimento e controle da glicose. A ofensiva ocorreu no Ceará e em outros 11 estados, com apoio imediato da Anvisa.
- Em resumo: 45 mandados resultaram na apreensão de insumos capazes de produzir 1 milhão de canetas e no bloqueio de R$ 4,8 milhões.
Como funcionava o esquema, segundo a PF
Farmácias de manipulação recebiam substâncias importadas, misturavam-nas sem controle sanitário e vendiam como fórmulas “milagrosas” de emagrecimento. Entre os compostos estava a retatrutida, que ainda não possui registro na Anvisa. Também foram recolhidos 3,5 kg de tirzepatida e mais de 17 mil frascos prontos para comercialização irregular.
De acordo com a agência reguladora federal, qualquer medicamento sem registro representa risco direto de reações adversas graves, pois não há garantia de pureza nem de dosagem.
“Identificamos movimentação financeira de R$ 4,8 milhões e capacidade para colocar no mercado mais de um milhão de canetas injetáveis”, detalhou a PF.
Por que a apreensão chama atenção
O consumo de canetas emagrecedoras explodiu no Brasil nos últimos dois anos, impulsionado por celebridades e redes sociais. Estimativas da IQVIA apontam aumento de 300 % nas vendas legais de análogos de GLP-1 em 2023. Esse apetite gera um mercado paralelo que coloca em xeque a segurança do paciente e pressiona a regulação.

Além do risco sanitário, o crime enquadra-se nos artigos 273 e 278 do Código Penal, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão. A PF afirmou que novas fases da Heavy Pen não estão descartadas, já que a investigação rastreia envios internacionais de matérias-primas e possíveis conexões com grupos de lavagem de dinheiro.
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