- Giordanna Mano lidera PRD–Solidariedade e mira Câmara em 2026
- Mutirão do Decon leva renegociação de dívidas a Quixadá nesta sexta
- Empresário tira colete salva-vidas e desaparece em lagoa no CE
- 109 famílias garantem acesso a crédito rural após reconhecimento do Incra
- Debandada do PRD turbina Republicanos no Ceará
PF mira saque fantasma da Caixa; mandados sacodem Mombaça
Mombaça/CE – A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na última terça-feira (10) durante a Operação Saque Fantasma, ação que investiga uma série de furtos a caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal em pelo menos três municípios cearenses.
- Em resumo: Quadrilha teria violado terminais de autoatendimento em Russas, Horizonte e Limoeiro do Norte.
Como funcionava o “saque fantasma”
De acordo com os investigadores, os criminosos usavam equipamentos para abrir os compartimentos de dinheiro sem disparar alarmes, técnica que exige conhecimento sobre o sistema de travas dos terminais. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que, em 2022, ocorreram 627 ataques a caixas em todo o país, número que pressiona as instituições a reforçarem sensores e monitoramento remoto.
Os mandados desta semana — executados simultaneamente em Mombaça e Fortaleza — buscam documentos, mídias e ferramentas que comprovem a participação dos suspeitos no esquema.
“As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias dos crimes investigados”, informou a Polícia Federal.
Por que isso afeta o usuário comum
Além do prejuízo direto aos cofres da Caixa, cada terminal danificado pode deixar uma cidade inteira sem acesso a serviços bancários por dias. O Código Penal (art. 155) prevê até oito anos de prisão para furto qualificado, pena que pode aumentar se houver rompimento de obstáculo.

Em comunidades onde o único ponto de saque é o caixa eletrônico violado, aposentados e beneficiários de programas sociais enfrentam filas e deslocamentos longos. A Caixa não divulgou o valor subtraído, mas auditorias internas costumam cruzar registros de cédulas e logs eletrônicos para chegar ao montante exato.
O que você acha? Medidas mais rígidas de segurança eletrônica nos caixas resolveriam o problema ou apenas empurrariam o crime para outro alvo? Para acompanhar outras notícias de segurança pública, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal
