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PF prende advogada que desviou R$ 780 mil e liga deputada ao esquema
Fortaleza/CE – Em nova fase da Operação Indébito, a Polícia Federal prendeu a advogada Cecília Rodrigues Mota e colocou tornozeleira eletrônica na deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) por um suposto desvio milionário em aposentadorias e pensões do INSS.
- Em resumo: esquema teria movimentado R$ 780.433,50 para políticos e empresários, segundo decisão do STF.
Esquema usava associações e propina para acessar dados do INSS
Investigadores afirmam que Cecília Mota, ex-presidente da Aapen e da AAPB, montou uma rede de associações de fachada presididas por idosos ou pessoas de baixa renda para mascarar descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Relatórios citados pela PF apontam oferta de subornos a servidores do INSS para obter cadastros sigilosos. Segundo a Controladoria-Geral da União, a fraude lesou diretamente milhares de segurados, prática que se enquadra no crime de estelionato previdenciário previsto no art. 171, §3º, do Código Penal. Dados do Procon-CE mostram que denúncias de golpes contra aposentados cresceram 38 % no estado em 2025.
“Além de lidar diretamente com os investigados, a deputada ajustava repasses ilícitos com auxílio de sua sobrinha”, descreve o despacho do ministro André Mendonça.
Impacto aos cofres públicos e próximos passos da investigação
O rombo potencial pode ultrapassar R$ 50 milhões, valor compatível com outras fraudes previdenciárias já detalhadas pelo Tribunal de Contas da União em auditorias recentes. O empresário Natjo de Lima Pinheiro, também detido, é apontado como administrador financeiro do grupo.

Entre as medidas cautelares impostas pelo STF estão o bloqueio de bens, proibição de contato entre os investigados e entrega de passaportes. A CGU e a PF apuram ainda se parte do dinheiro foi lavado em viagens internacionais de Mota, que registrou 33 deslocamentos para destinos como Dubai, Paris e Lisboa em menos de um ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado
