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PF prende dono do Banco Master; suspeita de elo milionário com PCC
SÃO PAULO (SP) – Em 4 de março, agentes da Polícia Federal cumpriram um novo mandado de prisão contra o banqueiro Daniel Vorcaro, 42, controlador do Banco Master. A terceira fase da Operação Compliance Zero mira um esquema de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos que, segundo a PF, teria ramificações nas altas finanças e possível lastro no Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Em resumo: Vorcaro já era investigado; agora, a PF aponta que parte dos recursos pode ter abastecido o crime organizado.
Os milhões sob suspeita
Formado em Economia e com MBA pelo Ibmec, Vorcaro expandiu seu império ao assumir o Banco Master, instituição que fechou acordos volumosos com o Banco de Brasília (BRB). O banco público comprou títulos de crédito emitidos pelo Master, operação que passou a ser vasculhada após indícios de sobrepreço e lavagem de capitais. Um levantamento do Banco Central mostra que transações atípicas no sistema financeiro brasileiro ultrapassam R$ 38 bilhões por ano, número que dimensiona o alcance potencial do caso.
Além da atividade bancária, Vorcaro detém 20,2 % da SAF do Atlético-MG por meio do fundo Galo Forte FIP. Investigadores apuram se parte do aporte ao clube teria origem ilícita, o que ampliaria o rastro criminal para o futebol – setor já marcado por sucessivos escândalos financeiros.
“A organização atuava para intimidar testemunhas e burlar controles bancários”, descreve relatório interno da PF destacado no mandado.
Da fintech ao futebol: impacto e próximos passos
Nascido em Belo Horizonte em 1983, Vorcaro representa uma geração de empreendedores que cruzou tecnologia, crédito e esporte. Caso a suspeita de vínculo com o PCC se confirme, o Banco Master pode enfrentar sanções do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e restrições do Banco Central, ampliando o risco sistêmico para correntistas e investidores.

As prisões anteriores do executivo já haviam sacudido o mercado, mas o novo mandado amplia a gravidade porque inclui crimes cibernéticos, segmento em que o Brasil registrou, apenas em 2025, mais de 103 mil denúncias, segundo a Febraban.
E você? A prisão abala a confiança no sistema financeiro ou será mais um episódio isolado? Para acompanhar outras operações policiais, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
