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PF vê R$ 800 milhões em propina e envia caso Júnior Mano ao STF
Fortaleza/CE – Na última sexta-feira (13), a Polícia Federal concluiu inquérito que descreve o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) como líder de um esquema que, entre 2020 e 2025, teria desviado R$ 800 milhões em emendas secretas para eleger e financiar mais de 50 prefeitos cearenses. O relatório já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Em resumo: PF fala em “rede estruturada de corrupção” que compra apoio político e frauda licitações.
Como funcionava o suposto esquema
De acordo com os investigadores, prefeitos eleitos com apoio do parlamentar recebiam verbas indicadas por emendas de relator (as chamadas “emendas secretas”) e, em troca, segundo dados da Polícia Civil do Ceará, usavam empresas de fachada para simular concorrência pública e repassar propina.
O dinheiro circulava em caixa dois, abastecendo campanhas municipais e ampliando a influência do grupo em todas as instâncias da política local.
“Por meio de pagamento de propina e caixa dois, a influência do deputado está em todas as instâncias da política cearenses”, aponta o relatório obtido pela PF.
Quanto dinheiro girou e por que isso importa
Os R$ 800 milhões identificados pela PF representam quase 10% de tudo que foi empenhado nacionalmente em emendas de relator em 2022, segundo levantamento do Tribunal de Contas da União. Especialistas lembram que, além de violar a Lei de Licitações (14.133/21), o uso desse dinheiro para compra de apoio político pode configurar crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No Ceará, o caso pressiona partidos a revisar alianças municipais às vésperas das eleições de 2024 e reacende o debate sobre transparência no Orçamento Secreto, mecanismo já questionado pelo STF em 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação
