22.1 C
Ceará
quarta-feira, março 11, 2026

PMCE treina 25 policiais para abordar autistas em grandes eventos

PMCE treina 25 policiais para abordar autistas em grandes eventos

Fortaleza/CE – Em plena preparação para a temporada de shows e partidas lotadas, a Polícia Militar do Ceará concluiu, na última terça-feira (10/03/2026), a capacitação de 25 agentes no protocolo AESA, voltado à abordagem de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, realizada na 3ª Companhia do Batalhão de Choque, busca evitar situações de estresse que podem escalar para confrontos desnecessários.

  • Em resumo: Curso de 10 h ensina comunicação, contenção segura e direitos da pessoa com TEA.

Como o protocolo AESA muda a rotina da patrulha

O AESA (Abordagem Especializada para Autistas) orienta os PMs a reduzir estímulos visuais e sonoros, substituir toques bruscos por sinais verbais e priorizar a presença de familiares ou cuidadores. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 8 em cada 10 incidentes envolvendo pessoas com TEA e forças de segurança decorrem de falhas de comunicação.

Durante o módulo prático, os policiais simularam ocorrências em estádios e blocos de rua, aprendendo a adaptar a postura corporal e a linguagem para minimizar crises sensoriais.

“Uma abordagem inadequada pode gerar situações de tensão tanto para a pessoa com TEA quanto para os agentes de segurança”, alerta o subtenente Braga, psicólogo responsável pelo treinamento.

Impacto social e respaldo legal

O Brasil possui cerca de 2 milhões de cidadãos no espectro, segundo estimativa do Ministério da Saúde. Desde a Lei 13.977/2020, essas pessoas têm direito à Carteira de Identificação da Pessoa com Autismo, documento que facilita o reconhecimento em ocorrências. A formação da PMCE dialoga com essa legislação e reforça o princípio constitucional de dignidade da pessoa humana.

Especialistas lembram que, em eventos de massa, o risco de superestimulação é alto: luzes fortes, sirenes e empurra-empurra podem desencadear crises. O treinamento pretende, portanto, reduzir não só o uso da força, mas também o tempo de resposta em atendimentos de saúde ou desaparecimento de crianças autistas.

O que você acha? Treinamentos desse tipo deveriam ser nacionais? Para acompanhar outras ações de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / PMCE

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora