Por 1g de maconha, João Gordo perde voo; veja outros detidos
CONFINS/MG – Detido com apenas um grama de maconha no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, o vocalista João Gordo passou pelos trâmites da Polícia Militar, perdeu o voo de domingo (22) e acendeu novamente o debate sobre artistas flagrados com drogas em viagens.
- Em resumo: Cantor assinou TCO, foi liberado e somou-se a uma lista que vai de Gilberto Gil a Paul McCartney.
Da cela ao palco: casos que marcaram a música
O histórico de prisões de celebridades por porte de entorpecentes é extenso. Em 1976, Gilberto Gil deixou o palco em Florianópolis direto para a detenção; em 1980, beatle Paul McCartney passou nove dias numa prisão de Tóquio. A década de 2010 trouxe nomes como Bruno Mars, pego com 2,6 g de cocaína em Las Vegas, e Igor Kannário, que passou a noite em uma cadeia baiana com uma pequena porção de maconha.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, só em 2022, mais de 230 mil ocorrências por porte de drogas foram registradas no país, a maioria envolvendo quantidades inferiores a 10 g – cenário que reforça a discussão sobre proporcionalidade penal.
“Não aconteceu porra nenhuma. Fui preso com um grama de maconha”, disse João Gordo em vídeo, ironizando o transtorno de ter perdido o voo.
Pequena quantidade não é impunidade: o que diz a lei
Desde 2006, a Lei 11.343 dispensa pena de prisão para usuários, mas mantém sanções como advertência, prestação de serviços ou comparecimento a programas educativos. O problema é que o texto não define quantia exata para diferenciar consumo de tráfico, deixando a interpretação a cargo da polícia e do juiz.

No caso de João Gordo, a PM lavrou Termo Circunstanciado – procedimento rápido para infrações leves – modelo também aplicado a MC Guimê (2019) e Orochi (2022). Já Tony Bellotto e Arnaldo Antunes, flagrados com heroína em 1985, responderam por tráfico e chegaram a cumprir pena em regime aberto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nando Machado
