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Porquinho de duas faces mobiliza família no interior do ES
ALFREDO CHAVES (ES) – Um leitão com a rara malformação conhecida como diprosopia nasceu na comunidade de Recreio, zona rural do município, e virou centro de atenção da família que cria suínos na propriedade.
- Em resumo: animal tem uma única cabeça com duplicação de face e precisa ser alimentado por seringa.
Por que o caso é tão raro?
Segundo o veterinário Breno Salgado, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, a diprosopia ocorre ainda na gestação e não possui tratamento ou forma de prevenção conhecida.
Na prática, duplicações faciais comprometem funções básicas como respiração e sucção, por isso a maioria dos leitões nasce morta ou sobrevive apenas algumas horas.
“É diferente da policefalia; aqui há uma só cabeça com duas faces. A expectativa de vida costuma ser baixíssima”, detalhou o especialista.
Solidariedade e improviso na criação
Dos nove filhotes que a porca pariu, dois morreram e o leitão com anomalia não consegue mamar sozinho. A solução veio de Kaique, 18, filho do casal de produtores, que sugeriu o uso de leite em seringa e instalou uma lâmpada para aquecer o animal.
A iniciativa emocionou a mãe, Cláudia Pastori: “Nunca passamos por isso. Ver meu filho lidar tão bem com a situação nos deu esperança”. O pai, Sidimar, acrescentou que o filhote “consegue ingerir leite pelas duas bocas, mas não fica de pé”.
Riscos de consumo e orientações
Salgado reforça que leitões com malformações não devem entrar na cadeia alimentar, pois não há estudos sobre possíveis contaminações. Pesquisas internacionais registram casos semelhantes em bovinos, caprinos e até felinos, mas todos com baixa sobrevida.
Entre as causas possíveis estão fatores genéticos, exposição a toxinas agrícolas e deficiências nutricionais da matriz durante a gestação — problemas que o Ministério da Agricultura monitora em programas de sanidade animal.
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Crédito da imagem: Divulgação
