Praga, República Tcheca – A campeã de Wimbledon Marketa Vondrousova, 25, viu sua carreira entrar em zona de risco depois de se recusar a abrir a porta para um oficial de controle antidoping em visita noturna, falha que pode render suspensão de até quatro anos segundo o Código Mundial Antidopagem.
- Em resumo: recusa foi motivada por crise de ansiedade; punição máxima pode tirá-la dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Por que a porta fechada vira violação grave
Pelas regras da Agência Mundial Antidoping (WADA), recusar ou dificultar a coleta de amostra é equiparado a teste positivo. A sanção parte de dois até quatro anos de afastamento, o que colocaria em xeque toda a temporada da tcheca, inclusive a defesa de pontos no próximo Grand Slam.
O episódio ocorreu fora do horário comercial, quando o agente não teria se identificado de forma clara, segundo versão da atleta. Mesmo assim, o regulamento exige que o esportista esteja disponível 24h por dia no endereço informado.
“Cheguei a um ponto de ruptura após meses de estresse mental… Naquele momento, o que estava em jogo era sentir-me segura”, desabafou Vondrousova no Instagram.
Medo real: da invasão a Kvitova às estatísticas de doping
O temor de Vondrousova não nasceu do nada. Em 2016, sua compatriota Petra Kvitova foi esfaqueada em casa por um intruso, episódio que chocou o circuito. Desde então, vários tenistas do Leste Europeu reforçaram a segurança doméstica.
Do lado disciplinar, o relatório mais recente da WADA mostra 62 violações por “falha de paradeiro” ou recusa de teste em 2022, número que cresce 11% na comparação anual. A entidade argumenta que a tolerância zero é vital para a confiança do público no esporte.
Enquanto se recupera de lesão no punho, a tcheca aguarda audiência no Tribunal de Arbitragem do Esporte, onde tentará provar que a recusa foi resultado de “Reação Aguda ao Estresse” certificada por especialistas em saúde mental.
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