Madri/Espanha - Na última quarta-feira, a russa Anastasia Potapova derrotou Karolina Pliskova e tornou-se a primeira lucky loser a alcançar a semifinal de um torneio WTA 1000, quebrando um tabu de quatro décadas do circuito profissional.
- Em resumo: aos 25 anos, Potapova venceu por 6-1, 6-7 (4) e 6-3, garantiu volta ao top 40 e agora encara Linda Noskova ou Marta Kostyuk.
Por que a vaga de “sorte” virou feito histórico
No tênis, a regra de lucky loser concede ao atleta derrotado na última rodada do qualificatório a chance de entrar na chave principal quando ocorre desistência de outro jogador. Desde que o formato WTA 1000 foi criado, em 2009, nenhuma mulher havia chegado às semifinais nessa condição, de acordo com dados da WTA.
Potapova aproveitou a rara oportunidade: abriu 6-1 e 5-3, desperdiçou três match points, mas resistiu à reação de Pliskova, ex-número 1, para fechar em 2h02 de partida.
“Magic moments in Madrid 🌟”, celebrou o perfil oficial da WTA no X ao confirmar a classificação histórica em 29 de abril de 2026.
Impacto no ranking e nos cofres da atleta
Com a campanha, Potapova assegura pelo menos 390 pontos e um prêmio estimado de US$ 225 mil, valores que lhe devolverão ao top 40 após sete meses fora desse grupo. Segundo levantamento do site Statista, apenas 3 % das jogadoras que entram como lucky loser ultrapassam a segunda rodada em torneios de elite, o que reforça a raridade do feito.
Se vencer Noskova ou Kostyuk, a russa disputará a primeira final de WTA 1000 da carreira e pode saltar para perto do top 30, zona que garante pré-cabeça de chave em Grand Slams — fator crucial para contratos de patrocínio, apontam relatórios da Deloitte sobre economia do esporte.
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