27.2 C
Ceará
segunda-feira, março 16, 2026

Preços de imóveis 2025 sobem 6,52% e superam inflação

Preços de imóveis 2025 sobem 6,52% e superam inflação

Preços de imóveis 2025 sobem 6,52% e superam inflação – Comprar uma casa ou apartamento ficou mais caro em 2025: o Índice FipeZAP registrou aumento médio de 6,52% nos valores anunciados em 56 cidades brasileiras.

Trata-se da segunda maior variação anual dos últimos 11 anos, atrás apenas da alta de 7,73% observada em 2024. Descontada a inflação projetada de 4,18%, o movimento resultou em valorização real de 2,24% para quem já é proprietário.

Capitais que lideraram a escalada de preços

Nenhuma das cidades monitoradas teve queda nominal. Entre as capitais, Salvador brilhou com avanço de 16,25%, seguida por João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).

No outro extremo, Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%) registraram os menores reajustes, perdendo para a inflação e, portanto, apresentando depreciação em termos reais, segundo dados do IBGE que apontam inflação oficial pelo IPCA.

Quanto custa o metro quadrado em 2025

O preço médio de venda nas 56 cidades foi de R$ 9.611 por metro quadrado em dezembro. Um apartamento padrão de 50 m² sai por cerca de R$ 480,5 mil.

Balneário Camboriú (SC) manteve a liderança nacional, com R$ 14.906/m². Entre as 22 capitais avaliadas, Vitória (ES) está no topo: R$ 14.108/m², à frente de Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).

Na outra ponta, Pelotas (RS) oferece o metro quadrado mais em conta, a R$ 4.353, o que coloca um imóvel de 50 m² próximo de R$ 217,6 mil.

Um dormitório vale mais que dois

Imóveis de um quarto continuam disputados: o FipeZAP mostra preço médio de R$ 11.669/m², superior aos R$ 8.622/m² cobrados por unidades de dois dormitórios.

A economista Paula Reis, do Grupo OLX, atribui a resistência do mercado ao “bom desempenho do emprego e da renda”, que compensou parcialmente os juros ainda altos, hoje em 15% ao ano.

Para quem planeja comprar, especialistas recomendam comparar taxas de financiamento e avaliar o impacto da Selic no custo final antes de fechar negócio.

No cenário de crédito mais caro e preços em alta, é essencial acompanhar indicadores econômicos e oportunidades regionais. Para mais conteúdos sobre mercado financeiro e investimentos, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora