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sexta-feira, março 27, 2026

Prejuízo de R$ 10 mi no BNB acende alerta sobre suposto laranja do Master

Prejuízo de R$ 10 mi no BNB acende alerta sobre suposto laranja do Master

Fortaleza/CE – A Polícia Federal pressiona para descobrir se a Entrepay, liquidada pelo Banco Central na última sexta-feira (27), funcionava como fachada do Banco Master e, nessa condição, teria criado um rombo superior a R$ 10 milhões nos cofres do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

  • Em resumo: contratos com maquininhas ligadas à Entrepay são investigados por possível fraude e lavagem de dinheiro.

Como o esquema ganhou corpo

Segundo apuração revelada por O Estado de S. Paulo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro seria o “dono oculto” da Entrepay, operada formalmente por Antônio Carlos Freixo Júnior. O modelo, afirma a reportagem, replica práticas já vistas nas relações entre Banco Master e a gestora Reag Investimentos — alvos de suspeitas semelhantes.

O episódio chamou atenção porque a Entrepay foi colocada em liquidação extrajudicial, medida de intervenção extrema prevista na Lei nº 6.024/74 e adotada apenas quando há risco sistêmico ou indícios robustos de ilicitude. De acordo com dados do Banco Central, apenas três instituições de pagamento foram liquidadas nos últimos 18 meses, sinal de que a providência não é corriqueira.

Operações Entrepay/Banco Master teriam gerado “prejuízo superior a R$ 10 milhões” ao BNB.

O que está em jogo para o Nordeste e para o sistema financeiro

No âmbito da Operação Compliance Zero, a PF investiga se os contratos firmados com o BNB escondiam mecanismos de lavagem de dinheiro ou desvio de recursos. O banco regional, que financia pequenos e médios empreendimentos em nove estados, pode ter sua capacidade de crédito afetada caso o dano seja confirmado.

Analistas lembram que o Brasil perdeu mais de R$ 1,8 bilhão em fraudes bancárias eletrônicas em 2022, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Casos como o da Entrepay elevam o custo de compliance para todo o mercado e, indiretamente, para o consumidor final, que paga tarifas mais altas.

Além do inquérito criminal, o BNB deve apurar internamente se houve falha na due diligence dos contratos de adquirência. O resultado pode gerar sanções administrativas, ressarcimento ao erário e até restrições futuras na concessão de crédito.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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