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domingo, março 15, 2026

Preso no aniversário: série de ataques domésticos assusta Cariri

Preso no aniversário: série de ataques domésticos assusta Cariri

Juazeiro do Norte/CE – Em plena tarde desta terça-feira, 06/02, cinco prisões por violência doméstica sacudiram Juazeiro do Norte e Nova Olinda, evidenciando o risco cotidiano enfrentado por mulheres na região do Cariri.

  • Em resumo: Agressor descumpre medida protetiva e é detido no dia em que completava 35 anos.

Como ocorreram as prisões

A primeira detenção mobilizou a Patrulha Maria da Penha e o GTM da Guarda Civil. Julio Cesar Ferreira Alexandre, 35, ignorou a medida protetiva, segundo dados do FBSP principal garantia legal para afastar o agressor, e foi capturado ao voltar à casa da ex-companheira na Rua Manoel Tavares Lopes.

Horas antes, o mecânico Dioclecio da Silva Costa, 54, foi levado à Delegacia da Mulher após agredir a parceira na Rua Olgivi de Melo. A vítima não registrou queixa formal, e ele saiu da audiência de custódia com liberdade provisória.

“Ele esteve na residência da ex-mulher proferindo ameaças de morte”, registrou o boletim policial sobre Julio Cesar.

No mesmo município, José Carlos Segundo Silva, 55, machucou o braço da esposa na Rua Santa Rita e acabou liberado após depoimento. Já no bairro Campo Alegre, Thiago Evangelista de Oliveira, 23, usuário de tornozeleira eletrônica desde processo anterior pela Lei Maria da Penha, foi detido por ameaçar a companheira, que passou a noite na casa de uma irmã para se proteger.

Em Nova Olinda, Luciano Ferreba Monteiro, 26, quebrou os pertences da companheira de 59 anos na Rua dos Cordeiros, resistiu à prisão chutando a viatura e também saiu com medidas cautelares.

Por que o Cariri vê casos crescerem

Relatórios recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Ceará registrou aumento de 6% nas denúncias de violência doméstica em 2023, mesmo com a expansão das Patrulhas Maria da Penha. Especialistas apontam que o consumo de álcool, citado em três das ocorrências, potencializa o risco de agressões.

Além das patrulhas, a Central 180 recebeu mais de 100 mil chamadas no último ano, indicador de que a subnotificação ainda mascara a real dimensão do problema.





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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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