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Presos célebres dividem a prisão de Nicolás Maduro nos EUA
Prisão de Nicolás Maduro nos EUA – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi conduzido ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, em Nova York, após operação militar norte-americana realizada na madrugada de sábado (3).
Maduro está acompanhado da primeira-dama, Cilia Flores, que também foi detida. A penitenciária federal é conhecida por abrigar réus de alto perfil enquanto aguardam julgamento ou sentença.
Quem já passou pelo MDC Brooklyn
Entre os nomes mais famosos que já ocuparam celas do MDC estão a socialite Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual, o ex-magnata do pop R. Kelly e o fundador da seita NXIVM, Keith Raniere. Mais recentemente, o empresário Sam Bankman-Fried, ligado ao colapso da corretora FTX, também foi transferido para o local.
Outro exemplo é o rapper Tekashi 6ix9ine, que colaborou com as autoridades em um caso de crime organizado. A lista reforça a reputação do MDC como destino temporário para réus de grande repercussão.
Estrutura, críticas e histórico da unidade
Inaugurado em 1994, o complexo possui capacidade para cerca de 1,7 mil detentos, mas enfrenta reclamações sobre superlotação e serviços de saúde, segundo inspeções do Federal Bureau of Prisons.
Relatórios do Departamento de Justiça indicam que interrupções no sistema elétrico e restrições prolongadas de visitas já motivaram protestos de advogados e familiares. A administração, porém, afirma que protocolos foram ajustados desde 2022 para reduzir os problemas.
Próximos passos do processo
Com Maduro sob custódia, juízes federais devem definir nas próximas semanas se o mandatário permanecerá no MDC até o fim do julgamento ou se será transferido para outra instalação de segurança máxima.

Especialistas em direito internacional lembram que o local é apenas uma etapa do processo: depois da sentença, presos estrangeiros costumam ser enviados a penitenciárias federais como Coleman I (Flórida) ou Florence ADX (Colorado), dependendo do regime imposto.
No caso de Cilia Flores, a expectativa é que a defesa requeira separação de detenção por questões de segurança e saúde, prática comum em processos de alto nível político.
Maduro, por sua vez, deve ser interrogado sobre acusações que vão de narcoterrorismo a violações de direitos humanos. Se condenado, as penas podem ultrapassar 30 anos.
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Crédito da imagem: Divulgação
