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Primeiro foco de caruru-palmeri fecha lavoura e ameaça soja em SP
São José do Rio Preto (SP) – Na semana de 9 de fevereiro de 2026, técnicos do Ministério da Agricultura interditaram uma fazenda após confirmarem o primeiro registro paulista da praga quarentenária caruru-palmeri, invasora conhecida por derrubar safras inteiras de soja e milho.
- Em resumo: lavoura foi bloqueada até a erradicação total da planta resistente a herbicidas.
Por que o alerta é tão sério?
O Ministério da Agricultura classifica o Amaranthus palmeri como uma das espécies mais agressivas do continente. Cada planta pode produzir até 500 mil sementes e suportar diversos princípios ativos, o que encarece o controle e prolonga o risco de disseminação.
O foco paulista surgiu em área vizinha a rodovias com tráfego intenso de máquinas agrícolas. Segundo a pasta, a disseminação costuma ocorrer pelo transporte de colheitadeiras contaminadas ou misturas de sementes, razão pela qual a saída de grãos e até fragmentos de solo foi proibida.
“Somente após eliminar todos os pés da praga a colheita será liberada”, informou a Coordenadoria de Defesa Agropecuária.
Impacto econômico pode extrapolar a propriedade
Dados do IBGE indicam que São Paulo colheu mais de 4 milhões de toneladas de soja na última safra. Caso o caruru-palmeri se espalhe, a perda de produtividade pode chegar a 80 % por área infestada, segundo estimativas do Mapa em outros estados.

Para reduzir o risco, especialistas recomendam a limpeza rigorosa dos equipamentos entre propriedades e o monitoramento semanal dos talhões, sobretudo em regiões que recebem máquinas vindas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – onde a planta já se encontra consolidada desde 2015.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Agricultura
