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Quem sonha atravessar a passarela do samba sem tropeçar na cadência da bateria ganhou um roteiro detalhado. Em uma aula aberta realizada no Centro Cultural São Paulo, os coreógrafos Victor Allonzo, Mary Prado e Marcus Prado – responsáveis por preparar figuras conhecidas como Sabrina Sato, Lexa e Erica Januza – explicaram, em fevereiro de 2026, o que realmente conta na hora de exibir o samba no pé durante o carnaval.
Todo mundo pode aprender
De acordo com Mary Prado, que dirige a ala de passistas da escola Camisa 12, a dança serve como instrumento de afirmação e se adapta a qualquer biotipo, etnia ou classe social. Para ela, a principal barreira costuma ser a insegurança, não a capacidade física.
Tempo de aprendizado varia
Os três profissionais concordam que não existe prazo fixo para dominar a técnica. Segundo eles, o ritmo já habita o corpo de quem se propõe a dançar; resta apenas encontrar o próprio tempo para alinhar pés, braços e quadril. “Respeitar o limite de cada aluno garante evolução consistente”, afirmou Mary.
Fundamentos corporais
Victor Allonzo, passista de ouro da Águia de Ouro, resumiu o samba como uma dança solo que exige sincronia total. Ele orienta iniciar o movimento pelos pés, acompanhando o deslocamento com os braços. Ao trocar a perna de apoio, o dançarino troca também o braço à frente, criando o balanço que acompanha o ritmo da bateria.
Bloco, roda e avenida
Marcus Prado diferenciou as principais manifestações do gênero. Nos blocos de rua, a presença de marchinhas faz o público alternar entre pulos e passos improvisados. Na roda de samba, o andamento costuma ser mais tranquilo. Já no desfile de carnaval, a velocidade permanece alta do começo ao fim, exigindo preparo físico extra.
Condicionamento é indispensável
Marcus lembra que, na avenida, não basta saber dançar. Controlar a respiração evita dores e falta de ar ao longo do percurso. Ele ainda destacou as dificuldades adicionais enfrentadas pelas mulheres, que desfilam de salto alto, biquíni e cabeças elaboradas, fatores que elevam a exigência muscular e postural.

Gestos de respeito
O gesto de levar a mão ao peito, visto recentemente em vídeos de ensaio de celebridades, vai além de coreografia. Conforme explicou Marcus, trata-se de um sinal de reverência à escola de samba e à bateria, que formam o “exército” responsável por sustentar o desfile. Por isso, ele defende que rainhas e musas participem dos ensaios durante todo o ano, e não apenas às vésperas do carnaval.
Samba em transformação
Mary admite que a dança evoluiu e ganha visibilidade maior com as redes sociais, mas garante que a interação entre passistas e bateria não é novidade. Para ela, o desafio atual é equilibrar coreografias que viralizam com a essência do samba, de modo a preservar a harmonia do conjunto.
Ao final da aula, o trio reforçou que ritmo, postura e alegria formam o tripé do bom sambista. Com prática regular e atenção ao condicionamento físico, qualquer pessoa pode conquistar segurança para desfilar sem perder o sorriso.
Com informações de G1
