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Putin ameaça cortar gás já e Europa teme explosão de preços
Moscou – Em declaração que acendeu o alerta em capitais europeias, Vladimir Putin admitiu que a Rússia pode suspender imediatamente o envio de gás ao continente, movimento que turbinaria ainda mais a escalada de preços provocada pelos conflitos no Oriente Médio.
- Em resumo: Putin avalia redirecionar o gás russo para mercados dispostos a pagar mais, deixando a UE dependente de fontes mais caras.
Por que o corte interessa a Moscou
Segundo o Kremlin, a União Europeia planeja banir todo o gás russo até 2027 e já restringe novos contratos de GNL a partir de 2026. Diante da ofensiva israelense-americana contra o Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz encareceu o barril de petróleo e todas as rotas de gás. Esses fatores abriram espaço para que Moscou venda o combustível a preços recordes em outros destinos, como a Ásia, onde dados do IBGE sobre comércio exterior apontam crescimento consistente da demanda energética.
Putin alegou que “surgiram clientes dispostos a pagar mais”, sugerindo que companhias americanas também podem abandonar a Europa para aproveitar a maré de superpreços em mercados emergentes.
“Talvez seja mais vantajoso parar de abastecer o mercado europeu agora e fixar presença nesses novos mercados”, disse o presidente russo.
Europa no escuro? Os números da dependência
Antes da invasão da Ucrânia, o gás russo representava 40% das importações da UE; em 2025 desabou para 6%. Mesmo assim, analistas lembram que o continente ainda consome cerca de 400 bilhões de metros cúbicos por ano — e preencher o vazio sem Nord Stream ou gasodutos ucranianos exige compras de emergência de GNL, commodity que custa até quatro vezes mais que o gás entregue por dutos.

Além do impacto direto na conta de luz, economistas alertam para o risco de nova espiral inflacionária. Em 2022, a crise energética elevou a inflação europeia para 9,2% ao ano; repetir o choque agora comprometeria as metas do Banco Central Europeu, que já estuda aumentar reservas de gás obrigatórias para 90% antes do próximo inverno.
O que você acha? A UE deve ceder ou buscar fontes alternativas a qualquer preço? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
