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Putin pede libertação de Maduro e responsabiliza os EUA
Putin pede libertação de Maduro e responsabiliza os EUA – Em comunicado divulgado no último sábado (3), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu a “libertação imediata” do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, detidos nos Estados Unidos após a mudança de governo em Caracas.
A nota oficial afirma que Washington estaria “escalando deliberadamente” a crise diplomática na região ao manter Maduro sob custódia, classificando a ação como “ilegal” e contrária ao direito internacional.
Comunicado russo reforça aliança com Caracas
Segundo o documento publicado na íntegra no portal do Ministério, Moscou considera a detenção uma afronta à soberania venezuelana e promete usar “todos os instrumentos legais” para pressionar pela libertação do casal. O texto cita inclusive possíveis medidas no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O comunicado oficial também acusa os EUA de interferência política.
Rússia e Venezuela mantêm cooperação militar e energética há mais de duas décadas. Somente entre 2005 e 2022, empresas estatais russas investiram cerca de US$ 17 bilhões no setor de petróleo venezuelano, segundo dados compilados pela Rosneft.
Contexto de sanções e recompensa milionária
Maduro é alvo de sanções norte-americanas desde 2017. Em março de 2020, o Departamento de Justiça dos EUA ofereceu recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão, acusando-o de “narcoterrorismo”. Analistas veem a captura recente como desdobramento desse processo.
A tensão ocorre enquanto Washington revisa sua política de sanções à Venezuela, condicionando alívio às próximas eleições legislativas. De acordo com levantamento da ONG Human Rights Watch, mais de 7 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, impulsionados pela crise econômica e política.

Os governos de México e Brasil já sinalizaram disposição para mediar o impasse, mas ainda não houve encontro multilateral agendado.
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Crédito da imagem: Divulgação
