Quando Pooh virou até candidato e agora festeja 100 anos
Burbank, Califórnia – Catalogado em cada detalhe no arquivo da Walt Disney, o Ursinho Pooh acaba de cruzar a marca de um século mantendo a mesma fórmula: afeto simples e lições que atravessam gerações – mas com impacto bilionário no mercado de licenciamento.
- Em resumo: Do livro de 1926 à campanha “Pooh para presidente”, o urso se reinventou sem perder o charme.
Do Bosque dos Cem Acres às prateleiras do mundo
Criado por A.A. Milne e ilustrado por E.H. Shepard, Pooh ganhou alcance global quando a Disney comprou seus direitos nos anos 1960. Hoje, o personagem figura em pelúcias, filmes e até em relatórios da Licensing International, que estimou em US$ 261,8 bilhões o mercado mundial de produtos licenciados em 2022 (dados da entidade).
O primeiro livro, lançado simultaneamente no Reino Unido e nos EUA em outubro de 1926, foi inspirado no filho do autor, Christopher Robin, e em seus bichos de pelúcia. Dois anos depois, Tigrão juntou-se ao elenco, e, em 1966, a animação da Disney definiu o figurino icônico da camiseta vermelha.
“Ele é tão cheio de sabedoria que nem sempre percebe que a compartilha, e isso é eterno”, afirmou Kevin Kern, pesquisador dos arquivos Disney.
Quando a ternura entra na política – e no terror
Em 1972, em plena disputa entre Richard Nixon e George McGovern, a Disneylândia promoveu um desfile que lançou o slogan “Pooh for President”. Décadas depois, o urso virou símbolo involuntário de protesto na China após comparações com Xi Jinping, levando censores a removerem suas imagens da internet.

A virada de domínio público em 2023 abriu caminho para usos inusitados: panfletos de segurança em escolas texanas e o slasher independente “Ursinho Pooh: Sangue e Mel”, que custou menos de US$ 100 mil e surpreendeu a indústria ao recuperar o investimento em poucos dias, segundo a Enciclopédia Britannica.
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Crédito da imagem: Divulgação
