Minga Guazú, Paraguai – Na última terça-feira, a queda de um bimotor contratado pela Prosegur matou o piloto e feriu três ocupantes, enquanto o aparelho transportava cerca de US$ 5 milhões (aprox. R$ 15 milhões) em espécie para abastecer caixas eletrônicos na fronteira.
- Em resumo: Piloto morreu, feridos escaparam, dinheiro recuperado; autoridades apuram causa do acidente e brechas na segurança.
Entenda a dinâmica da queda
Segundo a Direção Nacional de Aeronáutica Civil paraguaia, a aeronave perdeu potência pouco antes de tocar a pista particular de Minga Guazú. Relatório preliminar indica possível falha mecânica, mas também será analisado se o peso da carga influenciou na estabilidade. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que 45 % dos acidentes com bimotores na América do Sul ocorrem na fase de aproximação, momento considerado crítico.
Testemunhas relataram explosões após o impacto, o que dificultou o resgate imediato e elevou o risco de perda total dos valores. Equipes de bombeiros precisaram isolar a área para conter pequenos focos de incêndio.
A aeronave, um bimotor contratado pela empresa Prosegur, levava uma grande quantia em dinheiro: cerca de US$ 5 milhões.
Logística de alto risco e impacto financeiro
Transportar dinheiro por via aérea é prática comum na Tríplice Fronteira, onde agências bancárias dependem de reposição rápida de numerário. Especialistas em segurança lembram que, apesar de raro, o sinistro expõe vulnerabilidades: a legislação paraguaia exige apenas dois tripulantes, mas não determina blindagem extra para malotes.
O Banco Central do Paraguai estima que circulem mais de US$ 1,2 bilhão em espécie por mês na região, volume que atrai tanto assaltantes quanto atenção de órgãos reguladores. Depois do acidente, a Prosegur informou que revisará seus protocolos e que o montante foi integralmente recuperado, minimizando impacto aos clientes.
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