R$ 1,41 bi destrava recorde e impulsiona cinema nacional
Ancine, em Brasília (DF) – O setor audiovisual brasileiro encerrou 2025 com o maior aporte público de sua história: R$ 1,41 bilhão, alta de 29% sobre 2024 e de 179% frente a 2021, sinalizando uma guinada no volume de produções que chegam ao mercado.
- Em resumo: Fundo Setorial do Audiovisual lidera com R$ 975 mi em contratos e crédito.
Investimento recorde injeta fôlego no cinema
Do total liberado, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) concentrou R$ 564,3 milhões em filmes e séries e mais R$ 411,1 milhões para modernização de estúdios e compra de equipamentos.
As Leis de Incentivo somaram outros R$ 437,8 milhões, mantendo participação crucial na engrenagem de financiamento.
“Reduzimos o tempo médio de contratação para 4,7 meses em 2025”, detalhou a Ancine ao anunciar o balanço.
Além do Sudeste: expansão regional e futuro
Os números mostram que 810 obras vieram de produtoras do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, salto de 9% em relação a 2024 – sinal de pulverização dos recursos para fora do eixo Rio-São Paulo.
No mesmo período, o volume de registros de obras independentes atingiu 2.500 títulos, avanço de 6,7%. Segundo levantamento do IBGE sobre economia da cultura, o audiovisual responde por cerca de 0,46% do PIB nacional, indicando espaço para expansão se o ritmo de aportes for mantido.

Para 2026, o Comitê Gestor do FSA prepara novas chamadas públicas já no primeiro trimestre, condicionando a continuidade do crescimento à fiscalização eletrônica de prestações de contas e ao cumprimento de metas de execução.
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