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segunda-feira, março 9, 2026

R$ 300 milhões sob dúvida: atrasos da EntrePay acendem alerta

R$ 300 milhões sob dúvida: atrasos da EntrePay acendem alerta

Fortaleza/CE – Pequenos empreendedores que usam as maquininhas da EntrePay relatam, desde a última semana, atrasos sucessivos nos repasses de vendas, pressionando o fluxo de caixa de milhares de beneficiários do programa CrediAmigo, do Banco do Nordeste.

  • Em resumo: Repasse travado e exposição de R$ 300 mi em fundos acendem investigação da PF.

Por que os pagamentos pararam?

O Banco do Nordeste confirmou que a falha é “operacional”, mas não detalhou prazos para normalização. Já a companhia, ligada ao Grupo Entre, alega “ajustes técnicos”. Dados do Banco Central mostram que queixas contra subadquirentes de cartão cresceram 42% no último semestre, sinalizando um cenário de tensão no setor.

Além das reclamações, a Polícia Federal investiga o CEO Antonio Carlos Freixo Júnior por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) que usavam créditos cedidos pela EntrePay.

“A exposição do FIDC Garson chega a quase R$ 300 milhões, o que exige monitoramento constante”, diz documento interno citado na investigação.

Risco sistêmico ou ruído contábil?

Especialistas lembram que, segundo a Resolução 4.656/2018 do Conselho Monetário Nacional, instituições de pagamento precisam manter liquidez compatível com suas obrigações diárias. A EntrePay garante que mantém caixa “confortável” e que os problemas dos FIDCs não afetam a operação de maquininhas.

No entanto, a recente troca de gestores, mudança de nome dos fundos e inclusão de novos fatores de risco em regulamentos levantam dúvidas sobre transparência. O FIDC Garson, citado nos autos, sozinho soma patrimônio equivalente a 1,5 vez todo o orçamento anual do CrediAmigo.

Enquanto isso, microempreendedores sentem o impacto imediato: sem receber, têm dificuldade para recompor estoque e pagar fornecedores. Em 2022, o microcrédito movimentou R$ 9,6 bilhões no Nordeste, segundo o Ministério da Economia, mostrando o alcance potencial do problema.

O que você acha? A segurança dos seus pagamentos eletrônicos lhe preocupa? Para acompanhar outras análises do setor financeiro, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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