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R$ 336 bi em 4 meses: explosão de dívidas garantidas pela União
Brasília – Relatório do Tesouro Nacional indica que, somente nos derradeiros quatro meses de 2025, o passivo das operações de crédito avalizadas pela União disparou para R$ 336,65 bilhões, sinalizando tensão extra sobre as contas públicas.
- Em resumo: Estados concentram 68,8% desse montante, puxados por São Paulo e Rio.
De onde vem o rombo recorde
Do total registrado, R$ 153,33 bilhões são empréstimos internos com bancos nacionais, enquanto R$ 183,32 bilhões vêm de organismos multilaterais e agências estrangeiras. Segundo dados do Banco Central, a participação das garantias federais no estoque da dívida subnacional não parava de crescer desde 2021, mas o salto de 2025 foi o maior em uma década.
Os bancos federais (BB, BNDES, Caixa e BNB) respondem por 93,5% das operações internas, já BIRD, BID e CAF dominam 95,4% das externas. Essa concentração reduz margem de negociação para estados em dificuldade e eleva a exposição da União.
Estados e municípios somam R$ 290,01 bilhões em saldo devedor, enquanto Correios, Eletronuclear e Eletrobras concentram os R$ 12,9 bilhões restantes.
Correios viram alerta vermelho; Tesouro já bancou R$ 86 bi
A estatal postal, que recebeu aval para um empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro, abocanhou sozinha 3% do estoque total. O reforço serviu para a folha salarial e modernização logística, mas ampliou o risco de chamada de garantias num cenário de receita estagnada.
Não por acaso, o Tesouro honrou R$ 11,08 bilhões em dívidas de entes inadimplentes em 2025. Desde 2016, o caixa federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir calotes – valor superior ao orçamento anual inteiro de ministérios como Cultura ou Turismo.

Especialistas lembram que a Lei de Responsabilidade Fiscal limita novos avales a 22% da Receita Corrente Líquida da União. Contudo, com o estoque atual, esse teto ficaria apenas 11% abaixo do limite legal caso os pedidos em análise sejam aprovados, pressionando a nota de crédito soberana.
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Crédito da imagem: Divulgação / Foto G1
