ITAPETININGA (SP) – Com 56 anos de história, a Expo Agro local retorna em 12 de abril de 2026 prometendo ultrapassar os R$ 5 milhões movimentados na edição anterior e reafirmar sua força no agronegócio paulista.
- Em resumo: Organizadores projetam faturamento recorde e destacam o elo familiar que sustenta o evento.
Leilões turbinam a expectativa de faturamento
Sob a batuta de Décio Albino de Oliveira, presente desde a década de 1960, os leilões de gado seguem como principal motor de receita. Ao lado do filho, Ricardo Fernando Matos Oliveira, o coordenador prevê lotes disputados e maior ticket médio, tendência observada em 2025 e corroborada por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a valorização do rebanho paulista.
Para criadores veteranos como Fábio Rodrigues Torres, há 30 anos na feira, o evento abre portas para novos mercados. Já Guilherme Saad, que trocou o papel de visitante pelo de expositor, administrando um haras com 250 cavalos, afirma que a vitrine “é decisiva para fechar negócios que não surgem online”.
“Para quem vive a Expo Agro há anos, a tradição precisa ser mantida.” – Organizadores da feira.
Tradição que impulsiona a economia regional
Segundo o IBGE, o agronegócio responde por cerca de 21% do PIB de São Paulo, fatia que ajuda a explicar o interesse crescente de investidores na Expo Agro. As rodadas de negócios também movimentam setores como hotelaria, alimentação e transporte, gerando contratações temporárias em Itapetininga e municípios vizinhos.

A perspectiva de crescimento acompanha o bom momento do agro nacional: o Ministério da Agricultura projeta safra recorde de grãos em 2026, cenário que reforça o apetite por genética superior e maquinário – itens abundantes nos estandes da feira.
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