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R$ 7 mi sumiram do INSS em ‘fábrica’ de identidades falsas
VITÓRIA/ES – Uma sentença da 2ª Vara Federal Criminal revelou que três mulheres mantiveram, por sete anos, uma “linha de montagem” de certidões, CPFs e títulos de eleitor para drenar benefícios do INSS, gerando rombo superior a R$ 7 milhões.
- Em resumo: 58 benefícios fraudados e devolução de R$ 4,56 milhões imposta pela Justiça.
O esquema por dentro
Conforme a decisão assinada pela juíza Flávia Rocha Garcia, Graziela Conceição Lobato Falagan chefiava a produção em série de identidades fictícias, enquanto Ilma Itamar dos Santos sacava o dinheiro e Sandra Maria Pereira de Oliveira operava casos pontuais. Segundo a Febraban, fraudes com documentação falsa crescem em média 18% ao ano no país, sinalizando vulnerabilidades no sistema bancário.
Para burlar assinaturas, as rés registravam os beneficiários como “não alfabetizados”, liberando saques apenas com impressão digital. Um detalhe: os kits falsos traziam foto da própria Ilma, o que facilitava a retirada em agências.
“Era uma verdadeira fábrica de identidades”, descreve o relatório da Polícia Federal sobre os 58 benefícios irregulares.
Impacto para os cofres públicos e para segurados
O INSS calcula que golpes semelhantes custaram R$ 6,2 bilhões aos cofres públicos em 2023, valor suficiente para pagar um mês inteiro de aposentadoria a 350 mil segurados. No caso capixaba, o prejuízo imediato foi de R$ 7.000.000,00, mas apenas R$ 4.568.451,16 estão cobertos pela decisão de ressarcimento mínimo.

As penas refletem o papel de cada envolvida: Graziela recebeu 9 anos, 7 meses e 16 dias; Ilma, 7 anos e 13 dias; e Sandra, 1 ano e 4 meses – esta já com redução pela idade superior a 70 anos. Mesmo após a condenação, a investigação continua para rastrear possíveis cúmplices em outras regiões.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Gazeta
