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R$ 9,4 bi e 520 km: Rota Mogiana é leiloada nesta sexta
Governo de São Paulo – Nesta sexta (27), às 14h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), será definido o vencedor do leilão da concessão da Rota Mogiana, pacote que transfere 520 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada por 30 anos e prevê R$ 9,4 bilhões em obras e manutenção. A escolha da concessionária terá impacto direto no pedágio, nas obras de duplicação e na fluidez para cerca de 2,3 milhões de usuários da região.
- Em resumo: 520 km e R$ 9,4 bi em investimentos; redução inicial de tarifas de até 29% e implantação do sistema de cobrança free flow.
Entenda a dinâmica do leilão e quem disputa
Quatro propostas foram registradas: Motiva (ex-CCR), MC Brazil Concessões Rodoviárias (fundo Mubadala), EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana (Azevedo & Travassos). A sessão pública na B3 decidirá quem pagará mais ao estado pelo direito de administrar o corredor por três décadas.
A futura concessionária será responsável por obras, operação dos pedágios e manutenção sob fiscalização da Artesp, que regula padrões técnicos e de segurança no estado.
“De acordo com dados do Infosiga, nas rodovias concedidas houve redução de 51% nas mortes, 42% nos feridos e 48% no total de acidentes desde o início do programa.”
Trechos, obras previstas e o efeito sobre o tráfego
O pacote abrange 22 municípios — nove na região de Campinas — e prevê mais de 217 km de duplicações, 138 km de faixas adicionais, 86 km de vias marginais, 58 passarelas e 129 novos dispositivos de interseção. Entre as rodovias estão trechos das SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350.
O modelo free flow cobrará proporcionalmente ao trecho percorrido; o governo anuncia redução inicial de até 29% em algumas praças. Especialistas alertam, porém, que modernização exige adaptação dos motoristas e que concessões de longa duração implicam custos ao usuário ao longo dos 30 anos.

Contexto legal: concessões no país seguem o marco das concessões e permissões previsto na Lei nº 8.987/1995, que prevê prazos, revisão tarifária e mecanismos de fiscalização dos contratos.
O que você acha? A redução inicial nas tarifas compensa o compromisso de 30 anos com pedágio e obras? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
