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sexta-feira, abril 3, 2026

R$1 mi bloqueados: caça a colombianos de agiotagem no NE

R$1 mi bloqueados: caça a colombianos de agiotagem no NE

Teresina/PI – Na tarde de 5 de fevereiro de 2026, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí divulgou nomes e fotos de seis colombianos que continuam foragidos da Operação Macondo, deflagrada para desmontar um esquema de agiotagem que esfolava pequenos comerciantes no Piauí, Maranhão e Ceará.

  • Em resumo: Justiça bloqueou R$ 1 milhão e caçou suspeitos que cobravam juros de até 30% ao dia.

Esquema funcionava como “franquia” criminal

Segundo a investigação, o grupo atuava em modelo de franquia: cada membro recebia um território, distribuía panfletos de “empréstimos fáceis” e mantinha registro milimétrico das cobranças. O dinheiro era repassado a um líder fora do Brasil, prática que configura lavagem de capitais, de acordo com o delegado Matheus Zanatta.

As prisões somam 15 detidos, mas permanecem foragidos Jhon Alexander Marulanda Castro, Carlos Luis Hernández Sánchez, Yaqueline Alzate Arias (Milena), Marbyo Alves da Costa, Dany Daniel Paredes Daquilema e Ender Yohel Gonzalez Davila. Devedores que atrasavam pagavam multas diárias de até R$ 70 e sofriam ameaças físicas, expediente típico de extorsão, crime detalhado no Atlas da Violência 2023.

“Havia quem cobrasse de 5% a 30% ao dia; outros ultrapassavam 30% ao mês”, destacou Zanatta.

Por que a prática prospera e qual a punição?

No Brasil, a agiotagem viola o artigo 4º da Lei 1.521/1951, com pena que pode chegar a dois anos de detenção, agravada se houver ameaça ou lesão. A falta de acesso a crédito formal empurra microempreendedores para esses empréstimos abusivos: pesquisa da Febraban mostra que 27% dos informais já recorreram a financiadores clandestinos.

Além do bloqueio de R$ 1 milhão, 27 mandados de busca foram cumpridos em nove cidades. Os agentes apreenderam cadernetas com contabilidade minuciosa, celulares e motocicletas usadas para cobranças relâmpago, reforçando a tese de organização criminosa.

O que você acha? Falta de crédito ou medo de denunciar alimenta esse mercado ilegal? Para mais detalhes sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação/SSP-PI

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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