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Rastro no Mar do Norte: 11 dias sem sinal de Vitória Barreto
Brightlingsea, Inglaterra – O desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto, visto pela última vez em 3 de março, completou 11 dias e já mobiliza autoridades britânicas e brasileiras em uma busca que se estende do campus da Universidade de Essex até o Mar do Norte.
- Em resumo: Celular de Vitória emitiu posição no Mar do Norte horas depois de ela ser vista pegando um barco em Brightlingsea.
O trajeto que intriga a polícia
Câmeras confirmam que a brasileira deixou o ônibus 87 às 13h30 e, uma hora depois, circulava a pé pela região costeira. À 0h16 do dia 4, outra câmera mostra uma mulher com as mesmas roupas pulando a cerca de um estaleiro. Minutos depois, um barco foi furtado e localizado na manhã seguinte encalhado em Bradwell, a 14 km dali. O colete salva-vidas laranja sumiu, reforçando a hipótese de que Vitória pretendia navegar sozinha. Segundo a Atlas da Violência, 82 mil registros de desaparecimento são feitos anualmente no Brasil, cenário que evidencia a urgência de protocolos internacionais de cooperação.
No caso de Vitória, o Ministério Público do Ceará já solicitou quebra de sigilos bancário e telefônico, medida que pode detalhar seus últimos passos e confirmar se houve movimentação financeira incompatível.
“Passados 10 dias, acreditamos que Vitória possa estar buscando um lugar seguro para pedir ajuda”, disse Liliane Silva, amiga que a hospedava.
Por que o caso desperta atenção internacional
Além de brasileira no exterior, Vitória é pesquisadora na área de Terapia Comunitária Integrativa e buscava ingresso em doutorado. Desaparecimentos de estudantes estrangeiros impactam universidades, companhias de seguro e agências de intercâmbio, que já revisam seus protocolos de acompanhamento.

O governo britânico monitora hospitais, portos e aeroportos. Enquanto isso, familiares foram orientados a não acessar as contas digitais da psicóloga para que qualquer login futuro seja rastreado pela polícia.
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Crédito da imagem: Divulgação
