- Ourives desarma assaltante fardado em loja de ouro no CE
- Diesel dispara R$0,36 em Fortaleza antes do reajuste da Petrobras
- Dívidas de luz e água zeradas? PROCON de Quixadá mobiliza mutirão
- Prejuízo em série: dupla some após conta de R$ 200 em restaurante
- R$ 200 mil e jatos de Safadão: PF liga deputado a suposta propina
Receita alerta: golpistas usam fake do bloqueio de contas
Brasília – Publicações que viralizaram nesta segunda-feira (9) afirmam que a Receita Federal suspenderá contas bancárias e cartões de crédito de contribuintes inscritos na Dívida Ativa da União. A própria Receita classificou a informação como falsa e advertiu que o boato serve de isca para golpes financeiros.
- Em resumo: Receita não tem poder legal para congelar contas; criminosos tentam extorquir vítimas com cobranças indevidas.
Como o boato se espalhou e por que é impossível
Os posts enganosos foram replicados em X, Facebook e TikTok, repetindo a frase “Receita federal suspenderá todas as contas bancárias e cartões de créditos”. No entanto, a autarquia esclareceu em nota oficial que nenhum órgão fiscal pode adotar a medida sem ordem judicial.
“Isso simplesmente não existe, nem pode existir no Brasil”, destaca o comunicado, lembrando que a suspensão arbitrária violaria a Constituição. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável por cobrar débitos federais, só pode bloquear bens após decisão de um juiz e com direito de defesa do contribuinte.
“Recebeu ameaça de bloqueio? Não pague nada. Denuncie à polícia”, reforçou a Receita nas redes sociais.
Golpe recorrente e números que preocupam
Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mensagens fraudulentas relacionadas a supostos débitos fiscais cresceram 38% entre 2024 e 2025, superando 2,1 milhões de tentativas registradas pelos bancos.
A tática é simples: usando a falsa urgência de suspensão de contas, golpistas enviam boletos ou links de pagamento para “regularização”. Muitos aproveitam o desconhecimento sobre a própria Dívida Ativa, que é apenas o cadastro de impostos não quitados e não implica bloqueio automático de patrimônio.

Para confirmar sua situação, o contribuinte deve acessar exclusivamente os portais oficiais da Receita ou da PGFN, onde é possível parcelar ou negociar débitos em ambiente seguro. Qualquer cobrança que peça transferências via Pix para “evitar bloqueio” deve ser considerada suspeita.
O que você acha? Já recebeu mensagens parecidas? Compartilhe nos comentários e saiba mais em nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
