HBO Max – Disponível desde 17 de abril, o thriller “Rede Tóxica” chama atenção não só pelo suspense, mas pelo alerta sobre o colapso mental de quem passa o dia filtrando o pior da internet.
- Em resumo: Filme coloca Lili Reinhart na pele de uma moderadora que, ao ver um possível crime real em vídeo, decide investigar fora das telas.
Por que o filme incomoda tanto?
Dirigido por Uta Briesewitz, o longa evita sustos fáceis e foca no desgaste silencioso de Daisy, responsável por barrar conteúdos violentos nas redes. Segundo levantamento da Variety, moderadores chegam a analisar até 25 mil imagens por dia, o que explica a escalada de estresse mostrada em cena.
Quando Daisy se depara com um vídeo que sugere homicídio, a linha entre trabalho e vida pessoal some. A trama avança em ritmo quase documental, reforçando que a violência digital produz feridas fora da tela.
“Rede Tóxica funciona como um retrato sobre desgaste psicológico e a dificuldade de manter qualquer equilíbrio emocional diante da exposição constante ao trauma.”
Dados que o filme não mostra, mas pesam
Estudo da Organização Mundial da Saúde aponta que profissionais expostos a conteúdos traumáticos têm 1,5 vez mais chance de desenvolver transtorno de ansiedade. Já plataformas de recrutamento nos EUA estimam rotatividade de até 80% ao ano para moderadores, um custo bilionário para as big techs.
Além disso, o Atlas da Violência 2023 indica aumento de 13% em crimes filmados e compartilhados, ampliando a demanda por “limpeza” digital. O filme, portanto, chega em momento em que o debate sobre saúde mental no setor está na pauta de audiências públicas no Congresso americano.
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