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Reforma tributária: Elmano garante pacote de incentivos à indústria
FORTALEZA/CE – Durante visita à Feira da Indústria do Ceará, realizada no Centro de Eventos do Ceará, o governador Elmano de Freitas anunciou que a indústria cearense passará a ser a primeira na fila dos benefícios fiscais estaduais, estratégia que, segundo ele, vai amortecer os impactos da reforma tributária em discussão no Congresso.
- Em resumo: Governo pretende direcionar o Fundo de Desenvolvimento Regional para reforçar incentivos e atrair novas plantas fabris.
Por que a prioridade mudou agora?
Com a reforma tributária às portas, estados correm para não perder competitividade. Elmano argumenta que a indústria é o “motor” do emprego formal local – hoje responsável por 21% do PIB cearense, de acordo com dados do IBGE.
O governador sustenta que utilizar o Fundo de Desenvolvimento Regional garantirá previsibilidade para empresários e, ao mesmo tempo, ampliará a arrecadação futuramente via cadeia de fornecedores.
“Nosso foco é assegurar que quem produz no Ceará tenha ambiente estável para continuar crescendo”, destacou Elmano na abertura do evento.
O que muda para empresas e para o bolso do cidadão?
Os incentivos incluem redução escalonada de ICMS para setores estratégicos — como alimentos, têxtil e metalmecânico — e linhas de crédito subsidiadas pelo Banco do Nordeste. A promessa é destravar projetos que somam R$ 2 bilhões em investimentos privados até 2025.

Especialistas lembram que, em 2022, cada R$ 1 investido em incentivos industriais retornou R$ 1,63 em arrecadação indireta, segundo estudo da FIEC. Se a nova rodada mantiver essa proporção, o estado pode gerar receita extra de aproximadamente R$ 3,2 bilhões nos próximos três anos.
O que você acha? Priorizar a indústria é o caminho certo para driblar a reforma ou outras áreas deveriam receber o mesmo tratamento? Para mais análises sobre o desenvolvimento do Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
