Quixadá, CE – Em anúncio recente, o reitor Idelbrando Soares confirmou que a Universidade Estadual do Ceará planeja inaugurar, “em breve”, um restaurante universitário na Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc). A iniciativa eleva a política de assistência estudantil da Uece ao garantir refeição subsidiada — e gratuita para alunos em vulnerabilidade socioeconômica — durante todo o dia letivo.
- Em resumo: Quixadá, Crateús e Itapipoca estão na fila para receber novos RUs, inspirados no modelo já em operação em Tauá.
Expansão tripla espelha modelo-piloto de Tauá
O anúncio ocorreu enquanto Soares inaugurava o refeitório do Centro de Educação, Ciências e Tecnologia da Região dos Inhamuns (Cecitec), em Tauá, primeiro a seguir o novo padrão de infraestrutura. Segundo o reitor, a experiência local servirá de vitrine para as próximas unidades, que devem ser lançadas “muito em breve”. Diretrizes como cardápio balanceado, preço simbólico e isenção total para bolsistas seguem o PNAES, programa do MEC que norteia a assistência estudantil no país.
Com a ampliação, a Uece pretende uniformizar o calendário de refeições em todos os campi do interior, evitando longos intervalos sem oferta de alimentação — um dos principais motivos de evasão em universidades públicas, de acordo com levantamentos do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil.
“Quero muito em breve anunciar à comunidade acadêmica a abertura de três novos restaurantes: o da Faec, em Crateús; o da Feclesc, em Quixadá; e o da Facedi, em Itapipoca”, disse Idelbrando Soares.
Por que o RU pode frear a evasão universitária
Estudos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) indicam que até 30% dos estudantes de licenciatura abandonam o curso por dificuldades financeiras, sobretudo com moradia e alimentação. Ao oferecer refeições a preços reduzidos — ou a custo zero para quem se enquadra nos critérios socioeconômicos — a Uece reduz diretamente essa pressão.

Além disso, a interiorização do ensino superior no Ceará tem crescido: dados do IBGE mostram aumento de 18% na matrícula em municípios fora da capital na última década. Sem políticas de permanência, a taxa de conclusão cai; com o RU, a universidade busca reverter esse quadro e fortalecer a formação regional de professores e pesquisadores.
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