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Relatório da CPMI do INSS mira 216 indiciamentos e pode virar madrugada
BRASÍLIA/DF – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS se reúne nesta sexta-feira (27) para decidir, possivelmente durante toda a madrugada, se aprova o relatório de 4 000 páginas que pede o indiciamento de 216 pessoas por fraudes em benefícios previdenciários.
- Em resumo: documento acusa formação de organização criminosa e cita políticos, ex-ministros e o filho do presidente Lula.
Por que o relatório assusta o Congresso
Assinado pelo deputado Alfredo Gaspar, o texto descreve um esquema que teria manipulado descontos em aposentadorias, combinando estelionato, falsidade ideológica e fraude eletrônica. Entre os alvos estão o banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, os ex-ministros José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, além da deputada Gorete Pereira.
A CPMI foi instalada em agosto, depois que auditorias internas apontaram irregularidades em convênios com associações de aposentados. Segundo estimativas do Tribunal de Contas da União, desvios semelhantes já geraram prejuízo superior a R$ 2,6 bilhões ao erário somente em 2022, o que equivale a quase dois meses de arrecadação do INSS no Ceará.
“Se for preciso, ficaremos aqui até o amanhecer”, avisou o presidente da comissão, senador Carlos Viana.
Impacto para os 39 milhões de beneficiários
Hoje, o INSS paga pouco mais de 39 milhões de benefícios mensalmente. Fraudes sistemáticas, como as apontadas pelo relatório, sobrecarregam o orçamento e podem pressionar ainda mais a fila de requerimentos, que já ultrapassa 1,6 milhão de pedidos em análise, segundo dados do próprio instituto.

Especialistas lembram que golpistas costumam aproveitar a vulnerabilidade digital de idosos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) calcula que tentativas de fraude aumentaram 22 % no último ano, tendência que se reflete em órgãos públicos.
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Crédito da imagem: Divulgação
