Repórter da Globo cita nome morto de mulher trans
Repórter da Globo cita nome morto de mulher trans – Durante um link ao vivo na TV Bahia, afiliada da Globo, na última segunda-feira, o jornalista Carlos Augusto mencionou o nome de registro de uma mulher trans ao relatar um caso policial e acabou corrigido imediatamente pela apresentadora Jéssica Senra.
A âncora interrompeu a reportagem para explicar que o termo adequado seria o nome social da vítima, prática adotada pela própria emissora e recomendada por entidades de direitos humanos.
Correção imediata no estúdio
Após a correção, Augusto pediu desculpas e prosseguiu usando o nome social da mulher. A emissora não se pronunciou oficialmente, mas profissionais da casa reforçaram nas redes sociais a importância de respeitar a identidade de gênero.
O código de ética do Grupo Globo orienta jornalistas a utilizarem sempre o nome social de pessoas trans, exceto em documentos legais que exijam o nome civil.
Polêmica reforça debate sobre respeito à identidade trans
Casos como o ocorrido na TV Bahia evidenciam a necessidade de treinamento constante das equipes de jornalismo. Segundo o relatório anual da Antra, o Brasil é o país que mais registra assassinatos de pessoas trans pelo 15º ano consecutivo, cenário que torna o uso correto do nome social ainda mais relevante.
A Organização das Nações Unidas recomenda que veículos de comunicação adotem linguagem inclusiva para reduzir estigmas e fortalecer a segurança da população trans.

No Brasil, 90% das pessoas trans afirmam já ter sofrido constrangimento por não terem seu nome social respeitado, aponta pesquisa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Bahia
