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terça-feira, março 17, 2026

Risco de 2º turno em Portugal expõe disputa acirrada de Ventura

Risco de 2º turno em Portugal expõe disputa acirrada de Ventura

Lisboa – Neste domingo, 18 de fevereiro, mais de dez milhões de portugueses vão às urnas para definir o próximo Presidente da República em um pleito imprevisível, onde a possibilidade de segundo turno volta ao radar pela primeira vez em quase quatro décadas.

  • Em resumo: Pesquisas divididas apontam André Ventura entre os líderes, mas nenhum nome atinge os 50% necessários para liquidar a disputa.

Por que um 2º turno seria histórico

Desde 1986, quando Mário Soares venceu Freitas do Amaral, Portugal não vive uma segunda rodada presidencial. A lei eleitoral exige maioria absoluta, e o cenário atual, com ao menos sete candidatos competitivos, abre brecha inédita para novo confronto em março. Dados da Comissão Nacional de Eleições mostram que a abstenção nas últimas presidenciais chegou a 60%, fator que pode ampliar a incerteza.

Ventura, fundador do partido Chega, aparece com índices que variam de 23% a 29% nos principais institutos, impulsionado pelo discurso de segurança e restrição à imigração. Analistas destacam que, se avançar, ele colherá a maior votação da direita radical na era democrática lusitana.

“As pesquisas mais recentes indicam um quadro fragmentado, sem um favorito claro, o que abre a possibilidade de um segundo turno.”

Quem ganha e quem perde com a fragmentação

A pulverização de votos atinge sobretudo os tradicionais PS e PSD, que disputam espaço com novos rostos como a ex-eurodeputada Ana Gomes. Caso o segundo turno se confirme, os acordos de 2021 para conter a covid-19 – onde o presidente teve papel moderador – podem servir de modelo para coalizões contra Ventura.

Economistas alertam que a indefinição prolongada costuma pressionar a bolsa de Lisboa e os juros dos títulos portugueses. Em 2015, quando o governo levou 25 dias para ser formado, o índice PSI-20 recuou 6% no período, segundo a agência Euronext.

O que você acha? O crescimento de Ventura representa renovação ou risco para a democracia portuguesa? Para acompanhar outras disputas internacionais, visite nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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