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Risco no Estreito de Ormuz pode levar petróleo a US$80
Estados Unidos – Nas últimas semanas, o aumento das tensões entre os EUA e o Irã — com reforço militar americano na região e ameaças mais duras do presidente Donald Trump — já altera previsões para câmbio, petróleo e mercados globais, alertam especialistas. A perspectiva de uma ação militar dos EUA e a resposta “feroz” prometida pelo Irã elevam o risco de choques que afetam preços e ativos.
- Em resumo: Investidores tendem a migrar para o dólar; um bloqueio no Estreito de Ormuz pode empurrar o barril para US$80 (hoje em ~US$70) e provocar quedas nas bolsas.
Entenda a dinâmica do dólar
Em momentos de tensão geopolítica, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda americana.
“É o que chamamos de ‘flight to quality’ (voo para a qualidade), movimento que tradicionalmente ocorre em momentos de guerra”, diz William Alves, estrategista‑chefe da Avenue.
Além do comportamento do investidor, a possibilidade de interrupções na passagem pelo Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo — também pressiona a procura por dólar.
O Banco Central monitora a volatilidade cambial e divulga séries históricas que ajudam a medir impactos de choques externos nas taxas de câmbio.
“É o que chamamos de ‘flight to quality’ (voo para a qualidade), movimento que tradicionalmente ocorre em momentos de guerra.”
Contexto e impacto sobre petróleo e mercados
O Irã é um dos maiores produtores e integra a Opep; danos a instalações ou um bloqueio do Estreito de Ormuz podem reduzir oferta e pressionar preços.

Vitor Souza, analista da Genial Investimentos, lembra que o mercado já precifica o risco de danos às estruturas de produção. Para Gabriel Mollo, da Daycoval, uma interrupção na região pode levar o barril para a faixa de US$80 — ante cerca de US$70 atualmente — e gerar efeitos indiretos como aceleração da inflação global e alta de juros.
Mesmo assim, especialistas apontam que não há expectativa de uma guerra prolongada: o Irã já enfrenta sanções e o impacto pode ser menos dramático que crises anteriores, conforme analistas consultados.
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Crédito da imagem: Divulgação
