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domingo, abril 12, 2026

Risco político faz Europa planejar retirada de US$1 tri em ouro

Nova York/EUA – A 25 metros sob a Liberty Street, o Federal Reserve abriga 6,3 mil toneladas de ouro estrangeiro — patrimônio estimado em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). Agora, em meio à volta de Donald Trump à Casa Branca, parlamentares e economistas europeus defendem repatriar boa parte dessas reservas, temendo bloqueios ou pressões políticas sobre o metal que sustenta suas moedas.

  • Em resumo: Alemanha, Itália e Suíça avaliam remover barras do maior cofre do mundo para reduzir riscos geopolíticos.

Entenda a batalha pelo cofre de 90 toneladas

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Protegido por um cilindro de aço de 90 toneladas cuja fechadura só se abre no dia seguinte ao travamento, o “Cofre de Ouro” do Fed funciona, desde 1944, como guardião gratuito das reservas de dezenas de nações. Essa política atraiu países europeus que, durante a Guerra Fria, temiam a União Soviética e preferiam evitar o custo — e o perigo — de transportar o metal.

O arranjo rendeu estabilidade ao sistema financeiro global: segundo dados do Banco Central, o ouro continua sendo a blindagem clássica contra inflação e crises cambiais.

“Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos”, alertou Emanuel Mönch, ex-pesquisador chefe do Bundesbank, sobre as 1,2 mil toneladas alemãs que seguem em Nova York.

Quanto custa levar de volta 1,2 mil toneladas?

Além dos seguros milionários e da logística de voo escoltado, governos avaliariam onde acomodar fisicamente um volume que pesa mais do que oito aviões Boeing 747 carregados. Em 2014, a Holanda bancou esse processo e reduziu de 51% para 31% sua fatia estocada no Fed.

A operação, no entanto, vai além de cofres e blindados: especialistas lembram que a independência formal do Fed dificulta uma eventual retenção das barras — mas o silêncio recente da autoridade monetária diante das críticas de Trump alimenta a desconfiança europeia.

O que você acha? A Europa deve manter ou repatriar seu ouro? Para mais análises sobre economia global, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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