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Nova York/EUA – A 25 metros sob a Liberty Street, o Federal Reserve abriga 6,3 mil toneladas de ouro estrangeiro — patrimônio estimado em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). Agora, em meio à volta de Donald Trump à Casa Branca, parlamentares e economistas europeus defendem repatriar boa parte dessas reservas, temendo bloqueios ou pressões políticas sobre o metal que sustenta suas moedas.
- Em resumo: Alemanha, Itália e Suíça avaliam remover barras do maior cofre do mundo para reduzir riscos geopolíticos.
Entenda a batalha pelo cofre de 90 toneladas
Protegido por um cilindro de aço de 90 toneladas cuja fechadura só se abre no dia seguinte ao travamento, o “Cofre de Ouro” do Fed funciona, desde 1944, como guardião gratuito das reservas de dezenas de nações. Essa política atraiu países europeus que, durante a Guerra Fria, temiam a União Soviética e preferiam evitar o custo — e o perigo — de transportar o metal.
O arranjo rendeu estabilidade ao sistema financeiro global: segundo dados do Banco Central, o ouro continua sendo a blindagem clássica contra inflação e crises cambiais.
“Dada a atual situação geopolítica, parece arriscado manter tanto ouro nos Estados Unidos”, alertou Emanuel Mönch, ex-pesquisador chefe do Bundesbank, sobre as 1,2 mil toneladas alemãs que seguem em Nova York.
Quanto custa levar de volta 1,2 mil toneladas?
Além dos seguros milionários e da logística de voo escoltado, governos avaliariam onde acomodar fisicamente um volume que pesa mais do que oito aviões Boeing 747 carregados. Em 2014, a Holanda bancou esse processo e reduziu de 51% para 31% sua fatia estocada no Fed.

A operação, no entanto, vai além de cofres e blindados: especialistas lembram que a independência formal do Fed dificulta uma eventual retenção das barras — mas o silêncio recente da autoridade monetária diante das críticas de Trump alimenta a desconfiança europeia.
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Crédito da imagem: Divulgação

