Madrid, Espanha – Jaime Faria, 20 anos, escreveu nesta terça-feira um capítulo inédito para o tênis português ao carimbar vaga no quadro principal do Mutua Madrid Open, seu primeiro Masters 1000, depois que o sul-africano Lloyd Harris abandonou a partida por lesão na coxa esquerda.
- Em resumo: Desistência de Harris após 6–4, 3–6 garante Faria entre os 96 melhores do torneio.
O ponto de virada: lesão inesperada decide vaga
Harris dominou o primeiro set por 6-4, mas sentiu a coxa no fim da parcial. Faria, que já havia elevado o ritmo, igualou o duelo com 6-3 no segundo. Antes do terceiro set, o sul-africano optou por não continuar, entregando ao português a classificação que faltava para entrar no seleto grupo de um Masters 1000, segundo dados da ATP.
É a primeira vez desde Miami-2017 que dois portugueses — Faria e Nuno Borges — dividem o mesmo quadro principal nessa categoria de evento.
“Teremos, no mínimo, dois representantes de Portugal num Masters 1000 pela segunda vez na história”, destacou a organização do torneio.
Por que o feito é tão raro para Portugal?
Dos nove torneios Masters 1000 na temporada, apenas quatro portugueses conseguiram participar do quadro principal ao longo da história: João Sousa, Gastão Elias, Nuno Borges e agora Jaime Faria. Sob um critério que soma ranking e convites, entrar pela fase qualificatória é ainda mais difícil. Segundo o Instituto do Esporte Português, o país conta hoje com pouco mais de 6 mil atletas federados em tênis, número modesto frente a potências como Espanha ou França.
A presença de Faria também impacta financeiramente: quem disputa a primeira ronda em Madrid já assegura € 18 660 de premiação e 10 pontos no ranking, valores que podem acelerar sua escalada no circuito profissional.
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