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Hangzhou, China – Um vídeo transmitido pela Record às 00h10 (Brasília UTC-3) mostra o Unitree H1 cruzando 100 m em exatos 10 s, façanha que o coloca a 0,42 s do recorde humano de Usain Bolt e acende o debate sobre a próxima fronteira da velocidade – agora, entre homens e máquinas.
- Em resumo: Humanoide de 62 kg ficou a menos de meio segundo do tempo histórico de 9,58 s.
Como o robô chegou a 36 km/h sem truques
Equipada com motores de torque elevado e pernas de 80 cm, a máquina manteve velocidade média de 36 km/h durante o sprint. A Unitree divulgou que as imagens não foram aceleradas nem geradas por IA, reforçando a autenticidade do feito. Dados de resistência de materiais publicados pela IEEE Spectrum indicam que o alumínio aeroespacial ajuda a reduzir vibrações, crucial para estabilidade a altas rotações.
Além da construção leve, algoritmos de controle preveem micro-desvios de postura em milissegundos, algo que vem evoluindo desde 2022, quando o robô Cassie, da Agility Robotics, completou a mesma distância em 24,73 s.
“Unitree quebra o recorde mundial novamente. Com o físico de uma pessoa comum, correndo na velocidade de um campeão mundial!”, celebrou a empresa no X.
Do Guinness à pista olímpica: o impacto imediato
Se homologada, a marca ultrapassará em mais de 14 s o recorde vigente no Guinness para robôs bípedes, exigindo atualização nos critérios da entidade. Em termos de engenharia, a velocidade alcançada sugere que exoesqueletos comerciais poderão, em breve, oferecer locomoção quase tão rápida quanto a de um atleta profissional, ampliando aplicações em resgate e logística.

Para contextualizar, o recorde de Bolt de 2009 equivale a 9,58 s e uma velocidade de pico de 44,7 km/h. Ou seja, a brecha entre carbono e silício caiu para menos de 10 %. Segundo projeção da consultoria McKinsey, o mercado de robótica móvel pode atingir US$ 190 bi até 2030, impulsionado por saltos como este.
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Crédito da imagem: Divulgação

